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Número de militares iranianos mortos em ataques dos EUA chega a 13; Israel ameaça destruir infraestrutura energética

  • há 37 minutos
  • 2 min de leitura

Reprodução
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A agência de notícias semioficial iraniana Tasnim confirmou nesta quinta-feira (3) a morte de mais seis militares em decorrência dos bombardeios realizados pelos Estados Unidos na terça-feira (1º). Com isso, sobe para pelo menos 13 o número de militares iranianos mortos nesta semana. Os ataques foram considerados os mais extensos das últimas semanas e atingiram alvos em diferentes regiões do país.

Entre as novas vítimas estão seis membros das forças regulares, sendo três pilotos mortos no sul do Irã. Anteriormente, a mesma agência havia noticiado a morte de três integrantes do grupo paramilitar Basij na ilha de Lavan, no Golfo Pérsico, além de quatro membros da Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), mortos em ataques no oeste do país. Os funerais das primeiras vítimas já foram realizados no sul do território iraniano na quarta-feira (2).

Além das baixas militares, dados do Ministério da Saúde do Irã apontam que entre 30 de agosto e 2 de setembro, 18 pessoas morreram — entre elas cinco participantes de um casamento atingido por bombardeios — e 142 ficaram feridas. O número de civis vitimados reacendeu críticas à operação americana. Do lado dos Estados Unidos, as autoridades registraram 18 militares mortos e mais de 750 feridos desde o início do conflito, em fevereiro.

A escalada levou Israel a emitir nova ameaça direta ao Irã. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, declarou que qualquer ataque iraniano contra Israel liberará o país de "quaisquer limitações", permitindo que suas forças ataquem não apenas alvos militares, mas também toda a infraestrutura energética e civil do Irã. "Vamos paralisar toda a infraestrutura militar e civil do Irã — incluindo a infraestrutura energética — e fazer o Irã retroceder à Idade da Pedra e às trevas", afirmou.

A troca de ataques entre Washington e Teerã nesta semana foi a maior desde julho, com bombardeios americanos na costa sul iraniana e retaliações com mísseis disparados contra bases dos Estados Unidos em países da região. O Irã já havia alertado que responderia em "escala total" caso os ataques americanos prosseguissem. A guerra, iniciada em fevereiro com ações conjuntas dos EUA e de Israel contra o Irã, já deixou milhares de mortos, a maioria em território iraniano e no Líbano.

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Gazeta de Varginha

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