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Operação da Polícia Civil desarticula grupo que movimentou R$ 11 milhões em apostas ilegais

  • há 7 dias
  • 2 min de leitura
Operação da Polícia Civil desarticula grupo que movimentou R$ 11 milhões em apostas ilegais
Divulgação/Operação cumpriu mandado de prisão e 28 buscas em Minas Gerais, Piauí, Maranhão e Pará; grupo movimentou mais de R$ 11 milhões, segundo investigações.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (24), uma operação contra um esquema interestadual ligado à exploração de jogos de azar, lavagem de capitais, organização criminosa e ameaças. A ação teve como alvos suspeitos apontados como líderes do grupo investigado em diferentes estados do país.

Ao todo, foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e 28 mandados de busca e apreensão, sendo 10 em Pirapora, no Norte de Minas, 16 em Teresina (PI), um em Timon (MA) e um em Rondon do Pará (PA).

De acordo com a PCMG, também foi solicitado à Justiça o sequestro de bens, incluindo 12 veículos avaliados em aproximadamente R$ 1,1 milhão, além do bloqueio de 43 contas bancárias vinculadas a pessoas físicas e jurídicas investigadas.

As apurações indicam que o grupo atuava de forma estruturada, com líderes estabelecidos em Minas Gerais e outros estados, de onde coordenavam a exploração de jogos de azar e a movimentação de valores ilícitos.

Segundo a investigação, o esquema envolvia a comercialização de bilhetes numerados e manipulação de resultados, com controle de “sobras” não vendidas. Os sorteios eram divulgados em plataformas digitais, ampliando o alcance da prática ilegal.

A polícia também identificou que integrantes do grupo utilizavam empresas de fachada e interpostas pessoas para ocultar a origem dos valores, além de ameaçar apostadores que cobravam premiações supostamente devidas.

Relatórios de inteligência financeira apontaram movimentações superiores a R$ 11 milhões, consideradas incompatíveis com a renda declarada dos investigados. As operações foram identificadas a partir de comunicações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), com indícios de fracionamento de valores e circulação atípica de recursos.

As investigações seguem sob responsabilidade da 4ª Delegacia Regional da PCMG em Pirapora.
Fonte: PCMG

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Gazeta de Varginha

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