top of page
1e9c13_a8a182fe303c43e98ca5270110ea0ff0_mv2.gif

Operação da Polícia Civil mira responsáveis por cobranças ilegais e braço armado de milícia na Zona Oeste do Rio

  • 24 de jun.
  • 2 min de leitura
Reprodução
Reprodução


A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta quarta-feira (24) uma operação contra dois homens apontados como integrantes da cúpula de uma milícia que atua nas regiões de Rio das Pedras, Catiri e Catonho, na Zona Oeste da capital fluminense.

Segundo as investigações, os alvos ocupavam funções estratégicas dentro da organização criminosa, sendo responsáveis tanto pela arrecadação de valores cobrados ilegalmente de moradores e comerciantes quanto pela coordenação de ações armadas destinadas a garantir e expandir o domínio territorial do grupo.

Os mandados tiveram como alvo Rodrigo Marques Carbone e Luick Ferreira Cabral Pequeno. Rodrigo foi localizado e preso em Rio das Ostras, na Região dos Lagos, onde, segundo a investigação, estava escondido. Já Luick havia sido capturado em abril deste ano em Niterói, mas teve o mandado de prisão cumprido formalmente no âmbito da operação desta quarta-feira.

De acordo com a Polícia Civil, ambos exerciam a função conhecida no meio criminoso como "puxadores de guerra", atribuída a integrantes encarregados de liderar confrontos armados, invasões de territórios rivais e ações voltadas à manutenção do controle das áreas dominadas pela milícia. As investigações apontam que Rodrigo seria um dos principais integrantes do braço armado da organização, participando diretamente da mobilização de criminosos para disputas territoriais na Zona Oeste da cidade.

As apurações também indicam que o grupo criminoso mantém uma aliança com integrantes do Terceiro Comando Puro, conhecido pela sigla TCP. Segundo os investigadores, a parceria serviria para reforçar o poder de fogo da milícia, consolidar áreas sob seu controle e ampliar a atuação sobre territórios rivais.

No caso de Luick Ferreira Cabral Pequeno, a Polícia Civil afirma que ele foi preso em abril na comunidade Santo Cristo, no bairro do Fonseca, em Niterói, portando uma arma de fogo e uma granada durante uma ação contra criminosos rivais. Conforme a investigação, ele estava acompanhado de homens ligados ao TCP que teriam saído da região da Vila do João, no Complexo da Maré.

A investigação teve início em setembro de 2025, após uma operação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas realizada na Estrada do Cafundá, na Taquara. Na ocasião, os policiais apreenderam dinheiro em espécie, celulares, uma pistola e um veículo clonado posteriormente identificado como produto de roubo.

Com o avanço das diligências e a análise de dados extraídos de aparelhos eletrônicos apreendidos, os investigadores conseguiram mapear parte da estrutura da organização criminosa. As informações obtidas revelaram detalhes sobre cobranças diárias impostas à população, divisão de áreas de atuação, deslocamento de equipes e a coordenação entre os responsáveis pela arrecadação de recursos e o braço armado do grupo.

Segundo a Polícia Civil, as investigações continuam para identificar outros integrantes da organização e aprofundar o mapeamento da estrutura criminosa. Até o momento, a CNN Brasil informou que tenta localizar a defesa dos investigados citados na operação.

Comentários


Gazeta de Varginha

bottom of page