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Operação “Guildas Medievais” combate cartel e corrupção no setor de placas automotivas em MG

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura
Operação “Guildas Medievais” combate cartel e corrupção no setor de placas automotivas em MG
Divulgação
Operação “Guildas Medievais” mira organização criminosa suspeita de cartel e corrupção no setor de placas automotivas em Minas.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado da Zona da Mata, em conjunto com a Polícia Civil de Minas Gerais, deflagrou na manhã desta quinta-feira (21) a operação “Guildas Medievais”, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa investigada por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e formação de cartel no setor de fabricação e estampagem de placas automotivas.

Segundo as investigações, o grupo atuava em diferentes cidades mineiras utilizando núcleos organizados de coação, contábil e financeiro para controlar o mercado de placas veiculares. As apurações apontam que empresas eram pressionadas a aderir ao esquema criminoso, que promovia a fixação artificial de preços e a manipulação da oferta de produtos, restringindo a livre concorrência.

Ainda conforme o MPMG, os investigados monitoravam o faturamento declarado por dezenas de empresas do setor e distribuíam os lucros entre os integrantes da organização de acordo com critérios internos, como o tempo de atuação no mercado.

As investigações também identificaram indícios do uso de “laranjas” para ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro, além da prática de ameaças e intimidações contra empresários que se recusavam a participar do esquema.
O Ministério Público apura ainda a possível participação de agentes públicos nas irregularidades investigadas.

Durante a operação, foram cumpridos 37 mandados judiciais nas cidades de Muriaé, Perdões, Ubá, Visconde do Rio Branco, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Entre as medidas executadas estão 19 mandados de busca e apreensão, 10 medidas cautelares de monitoramento eletrônico e oito determinações de suspensão das atividades de empresas ligadas à estampagem e comercialização de placas veiculares.

Um médico da cidade de Ubá, alvo das medidas cautelares, foi preso em flagrante durante a operação.

As equipes apreenderam mais de R$ 30 mil em dinheiro, aparelhos eletrônicos, computadores, uma arma de fogo e diversos materiais considerados importantes para o avanço das investigações.

A ação contou com apoio dos Gaecos de Belo Horizonte e Varginha, do Centro de Segurança e Inteligência (CSI) do Ministério Público do Rio de Janeiro, além de delegacias regionais da Polícia Civil e equipes especializadas das forças de segurança de Minas Gerais.
Fonte: MPMG

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Gazeta de Varginha

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