Operação Hawala identifica 22 investigados por suposta rede de lavagem de dinheiro ligada a facções criminosas
há 1 dia
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O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Polícia Civil identificaram 22 pessoas denunciadas à Justiça durante a Operação Hawala, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro voltado ao atendimento de organizações criminosas. Segundo os investigadores, o grupo teria movimentado cerca de R$ 100 milhões para beneficiar integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), do Comando Vermelho (CV) e do Terceiro Comando Puro (TCP). A apuração também aponta uma possível conexão financeira internacional que será aprofundada a partir da análise do material apreendido. Até o momento, dez investigados foram presos.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, os investigados seriam responsáveis por estruturar empresas e operações financeiras utilizadas para ocultar e movimentar recursos provenientes das atividades das facções. A organização é suspeita de empregar mecanismos para dificultar o rastreamento do dinheiro, utilizando pessoas físicas e jurídicas para dar aparência de legalidade às transações.
As investigações indicam que o grupo atuava de forma organizada, distribuindo funções entre seus integrantes para administrar empresas, movimentar valores e executar operações financeiras. Conforme os investigadores, o objetivo era permitir que recursos ilícitos circulassem no sistema financeiro sem despertar suspeitas, beneficiando diferentes organizações criminosas.
Além da suposta atuação em favor das facções brasileiras, os investigadores afirmam ter identificado uma possível conexão financeira internacional com um integrante de uma estrutura de financiamento da Al-Qaeda. Segundo o Ministério Público e a Polícia Civil, esse elo ainda será analisado com base nas provas recolhidas durante a operação, e faz parte de uma linha de investigação que permanece em andamento.
A Operação Hawala cumpriu mandados judiciais de prisão e de busca e apreensão, além de medidas de bloqueio de ativos financeiros, indisponibilidade de bens e participações societárias. As diligências ocorreram no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Paraná, com a participação de equipes responsáveis pela coleta de documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que poderão subsidiar o avanço das investigações.
Segundo o Ministério Público, as 22 pessoas denunciadas responderão pelos crimes atribuídos na investigação, que ainda será analisada pela Justiça. A responsabilização individual de cada investigado dependerá do andamento do processo judicial e da produção de provas ao longo da ação penal.
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