Operação Medusa mira grupo suspeito de aplicar golpe da falsa garota de programa
há 8 horas
2 min de leitura
Divulgação/ Ação conjunta das polícias civis de Minas Gerais e do Distrito Federal cumpriu mandados de prisão e busca em Montes Claros.
As polícias civis de Minas Gerais (PCMG) e do Distrito Federal (PCDF) deflagraram, na manhã desta quarta-feira (10), a Operação Medusa, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada na prática de extorsão digital por meio do chamado golpe da falsa garota de programa.
A ação foi realizada em Montes Claros, no Norte de Minas, onde foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão preventiva. Durante a operação, um casal também foi preso em flagrante por suspeita de tráfico de drogas, após a localização de entorpecentes em um dos imóveis alvo das investigações.
Os policiais apreenderam celulares, dinheiro em espécie e diversos materiais que serão analisados pela perícia. As investigações continuam para identificar novas vítimas, possíveis comparsas e outros integrantes da organização criminosa.
Como funcionava o golpe
As investigações começaram no Distrito Federal, após o registro de diversas ocorrências relacionadas ao esquema. Com o avanço das apurações, a Agência de Inteligência do 11º Departamento da Polícia Civil de Minas Gerais identificou que o grupo atuava de forma estruturada a partir de Montes Claros, fazendo vítimas em vários estados do país.
Segundo a polícia, os suspeitos criavam anúncios falsos de acompanhantes em plataformas digitais. Após o primeiro contato dos interessados, integrantes da organização passavam a ameaçar e intimidar as vítimas, alegando supostos prejuízos causados às falsas acompanhantes ou até mesmo a organizações criminosas fictícias.
Sob pressão psicológica, as vítimas eram coagidas a realizar transferências bancárias para evitar supostas represálias.
Nona operação contra o esquema
De acordo com o delegado Diego Flávio Carvalho, esta é a nona operação coordenada pela Agência de Inteligência do 11º Departamento voltada ao combate desse tipo de crime. Desde o início das ações, mais de 80 investigados já foram identificados e submetidos a medidas cautelares.
Além da responsabilização dos autores das extorsões, as investigações também buscam atingir a estrutura financeira das organizações criminosas, incluindo pessoas que cedem contas bancárias para movimentação dos valores obtidos ilegalmente e possíveis envolvidos em esquemas de lavagem de dinheiro.
Orientação às vítimas
A Polícia Civil orienta que pessoas que recebam ameaças ou cobranças relacionadas a anúncios de acompanhantes não realizem qualquer pagamento e procurem imediatamente uma delegacia para registrar a ocorrência.
Comentários