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Operação na fronteira mobiliza Brasil e Paraguai para destruir plantações de maconha

há 2 horas
3 min de leitura
Operação na fronteira mobiliza Brasil e Paraguai para destruir plantações de maconha
FotoDivulgação/Brasil e Paraguai iniciaram uma nova etapa da Operação Nova Aliança, com ações aéreas e terrestres para destruir plantações clandestinas de maconha e estruturas utilizadas pelo narcotráfico. A mobilização segue até 13 de novembro e dá continuidade à parceria entre os dois países, iniciada em 2012.
Brasil e Paraguai iniciam nova operação contra plantações de maconha na fronteira
Brasil e Paraguai iniciaram, na segunda-feira (2), a 59ª fase da Operação Nova Aliança, ação conjunta de combate ao narcotráfico que prevê operações aéreas e terrestres em regiões de fronteira. A mobilização segue até 13 de novembro e tem como objetivo localizar e destruir plantações clandestinas de cannabis, além de instalações utilizadas por organizações criminosas na produção e no armazenamento de drogas.

A operação é conduzida pela Polícia Federal (PF) brasileira e pela Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (SENAD), com apoio de outras instituições paraguaias. A estratégia busca atingir diretamente as estruturas utilizadas na produção de entorpecentes, interrompendo o abastecimento das organizações criminosas antes que as drogas sejam encaminhadas às redes de distribuição.

As equipes atuarão em áreas identificadas pela presença de cultivos ilegais de cannabis e pela atuação de organizações criminosas transnacionais. O planejamento prevê incursões terrestres e operações aéreas para localizar as plantações e as instalações utilizadas na atividade ilícita.

Entre as ações programadas estão a erradicação dos cultivos, a destruição de estruturas clandestinas e a desarticulação de locais destinados à produção e ao armazenamento de drogas. A iniciativa procura atingir diferentes etapas da cadeia de abastecimento do narcotráfico, desde o cultivo da matéria-prima até as estruturas utilizadas para preparar e armazenar os entorpecentes.

Além da Polícia Federal e da SENAD, participam da mobilização a Força-Tarefa Conjunta e o Ministério Público do Paraguai. A atuação integrada permite que as instituições dos dois países coordenem as intervenções em território paraguaio, considerando que as atividades das organizações criminosas podem envolver diferentes regiões e ultrapassar as fronteiras nacionais.

A nova fase começou poucos dias depois do encerramento da 58ª etapa da Operação Nova Aliança, realizada entre 12 e 23 de outubro, na região de Amambay, no Paraguai, próxima ao estado brasileiro de Mato Grosso do Sul.

De acordo com o balanço divulgado pela Polícia Federal em 23 de outubro, naquela etapa foram erradicados 93 hectares de plantações de maconha, destruídos 149 acampamentos clandestinos e eliminados 143.850 quilos da droga pronta para consumo. Considerando também a estimativa de produção das plantações destruídas, o impacto total calculado pelas autoridades chegou a aproximadamente 423 toneladas de maconha.

Os resultados da operação anterior demonstram a dimensão das estruturas clandestinas identificadas na região e servem de referência para a continuidade das ações conjuntas. Na 59ª fase, as equipes voltam a concentrar esforços na identificação e destruição de áreas utilizadas para o cultivo e a produção de drogas.

A Operação Nova Aliança integra uma parceria entre Brasil e Paraguai iniciada em 2012. Desde então, os dois países realizam ações coordenadas para combater o narcotráfico, especialmente em regiões utilizadas por organizações criminosas para manter plantações ilegais e estruturas de produção.

O trabalho prioriza a identificação dos cultivos clandestinos e a destruição da infraestrutura associada à atividade criminosa, buscando comprometer a capacidade de abastecimento das redes de tráfico. A continuidade das operações também permite que as instituições mantenham a cooperação e realizem novas intervenções em áreas identificadas ao longo do tempo.

Além do enfrentamento ao narcotráfico, a 59ª fase prevê medidas de recuperação ambiental nos terrenos afetados pelas plantações clandestinas. As atividades de cultivo ilegal podem provocar alterações no uso do solo e degradação das áreas ocupadas. Por isso, o planejamento inclui ações de recuperação dos locais atingidos, sob responsabilidade dos órgãos paraguaios competentes.

Com previsão de encerramento em 13 de novembro, a operação mantém Brasil e Paraguai mobilizados em ações aéreas e terrestres para atingir as estruturas utilizadas na produção clandestina de drogas. A iniciativa dá continuidade ao trabalho realizado em outubro e reforça a cooperação entre os dois países no combate às organizações criminosas que atuam na região de fronteira.
Fonte: SociedadeMilitar

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