Operação prende Deolane Bezerra e investiga lavagem de dinheiro ligada ao PCC
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A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi presa nesta quinta-feira durante uma operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação também teve como alvo familiares de Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado como líder da facção criminosa.
A operação recebeu o nome de Vérnix e cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão. Entre os alvos estão Everton de Souza, conhecido como “Player”, apontado pela polícia como operador financeiro do grupo, além de parentes de Marcola. Segundo as investigações, dois dos investigados estariam fora do Brasil, um na Espanha e outro na Bolívia.
De acordo com os investigadores, o esquema utilizava uma transportadora de cargas localizada em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, como empresa de fachada para movimentar e ocultar recursos da organização criminosa. A apuração começou em 2019 após a apreensão de manuscritos e bilhetes dentro da Penitenciária II de Presidente Venceslau. A partir desse material, foram abertas investigações que avançaram após análise de celulares e movimentações financeiras.
Segundo a polícia, imagens de depósitos encontrados em celulares apreendidos mostrariam transferências destinadas às contas de Deolane Bezerra e de Everton de Souza. Os investigadores afirmam que os valores tinham origem na transportadora ligada à facção criminosa e teriam sido usados em movimentações consideradas suspeitas.
As investigações apontam que, entre 2018 e 2021, Deolane Bezerra teria recebido mais de R$ 1 milhão em depósitos fracionados abaixo de R$ 10 mil. A prática foi descrita pela polícia como “smurfing”, método utilizado para dificultar o rastreamento de recursos financeiros. Os investigadores também afirmam que não encontraram comprovação de serviços advocatícios ou outras atividades que justificassem parte das movimentações analisadas.
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 357,5 milhões em ativos financeiros dos investigados, além de 39 veículos avaliados em mais de R$ 8 milhões. Segundo a investigação, apenas em nome de Deolane Bezerra foram bloqueados R$ 27 milhões. A defesa da influenciadora informou que está tomando conhecimento das acusações.
A operação também mira integrantes da família de Marcola e pessoas apontadas como responsáveis pela movimentação financeira do grupo investigado. As autoridades afirmam que a apuração busca identificar a utilização de empresas para ocultar recursos atribuídos à facção criminosa.
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