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Operação prende suspeitos de atuar para o PCC dentro da Polícia Civil, da Polícia Penal e do Ministério Público de São Paulo

  • 9 de jun.
  • 2 min de leitura
Reprodução
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O Ministério Público de São Paulo deflagrou nesta terça-feira (9) a Operação Infiltrados, que resultou na prisão de três suspeitos de atuar em favor do Primeiro Comando da Capital dentro de órgãos ligados à segurança pública e à Justiça paulista. A ação contou com apoio das corregedorias da Polícia Civil e da Polícia Penal e cumpriu também dez mandados de busca e apreensão.

Entre os presos estão um chefe de investigadores da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes de Campinas, um ex-policial civil e um ex-estagiário do Ministério Público. Os mandados foram cumpridos nas cidades de Campinas e Cardoso, no interior de São Paulo. Um policial penal também foi alvo de medidas determinadas pela Justiça.

As investigações apontam que os suspeitos faziam parte de uma rede ligada ao PCC instalada em órgãos públicos estratégicos. O grupo é investigado por supostamente vazar informações sigilosas, repassar dados sobre investigações em andamento e participar de esquemas de extorsão envolvendo pessoas investigadas.

De acordo com o Ministério Público, a operação é um desdobramento de apurações realizadas anteriormente pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas. As investigações identificaram indícios de que integrantes do grupo participariam de um plano para assassinar um promotor de Justiça do Gaeco em Campinas.

Segundo os investigadores, uma semana antes de uma operação anterior, um dos acusados apontados como responsável pela execução do plano para matar o promotor teria se reunido com o chefe de investigadores da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes de Campinas. A informação foi divulgada em nota pelo Ministério Público de São Paulo.

As buscas realizadas nesta terça-feira incluíram um endereço ligado a um policial penal e um escritório de advocacia onde atualmente trabalha o ex-estagiário do Ministério Público preso na operação. Para o cumprimento das ordens judiciais, houve participação das corregedorias da Polícia Civil e da Polícia Penal, além da Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil nas diligências relacionadas ao escritório de advocacia.

A operação prossegue com a análise do material apreendido e integra uma série de investigações voltadas ao combate à atuação do Primeiro Comando da Capital e à identificação de possíveis colaboradores da organização criminosa em instituições públicas.

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Gazeta de Varginha

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