Operação “Sopro Silencioso” mira fraude de R$ 80 milhões contra produtores rurais em MG
gazetadevarginhasi
21 de ago. de 2025
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Reprodução
A Polícia Civil deflagrou na terça-feira (19) a operação “Sopro Silencioso”, para investigar um esquema de apropriação indevida de valores no setor de fornecimento de insumos agrícolas no Sul de Minas. A ação, realizada em Passos (MG), incluiu o cumprimento de mandados de busca e sequestro de bens.
De acordo com as investigações, uma empresa da região teria recebido pagamentos de produtores rurais mesmo após a cessão formal dos créditos a fundos de investimento. Embora quitados de boa-fé, os valores não eram repassados aos credores legítimos, o que resultava em cobranças duplicadas, protestos indevidos e sérios prejuízos financeiros.
Durante a operação, foram apreendidos cinco veículos, dinheiro em espécie, joias, bebidas e produtos de alto padrão de consumo. Além disso, a Justiça autorizou o bloqueio de veículos registrados em nome dos investigados e de pessoas jurídicas ligadas ao esquema.
Segundo a Polícia Civil, o prejuízo total pode chegar a R$ 80 milhões, afetando produtores de diversas regiões de Minas Gerais. O objetivo da ação também foi localizar e sequestrar bens dos sócios-administradores da empresa, garantindo futura reparação às vítimas e impedindo o esvaziamento do patrimônio.
— “Trata-se de uma estrutura fraudulenta sofisticada, que se valeu da relação de confiança entre fornecedores e produtores para obter vantagem indevida”, afirmou o delegado Felipe Capute, responsável pela investigação.
A apuração aponta, além dos delitos patrimoniais, indícios de crimes financeiros e tributários, como ocultação de receitas e manipulação de fluxos de pagamento. Entre os possíveis crimes estão estelionato, apropriação indébita, falsidade ideológica e lavagem de capitais, além de infrações à legislação tributária e financeira.
As diligências foram conduzidas por uma equipe de 13 policiais civis da Delegacia Regional de Passos.
O nome da operação, “Sopro Silencioso”, faz referência à forma discreta, mas contínua, com que os prejuízos foram causados, sob aparência de normalidade nas relações comerciais.
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