MilhƵes de brasileiros acordam todos os dias sem a garantia de estabilidade, sem progressƵes automĆ”ticas, sem a seguranƧa de permanecer no emprego independentemente dos resultados que entregam. SĆ£o trabalhadores, empreendedores e profissionais liberais que sustentam, por meio de impostos cada vez mais pesados, uma estrutura estatal que frequentemente exige sacrifĆcios da sociedade, mas raramente de si mesma.
Limpeza, manutenção predial, logĆstica, suporte administrativo, tecnologia da informação e diversas atividades-meio nĆ£o precisam necessariamente ser executadas por uma estrutura permanente de servidores. Em muitos casos, a terceirização responsĆ”vel pode reduzir custos, aumentar a eficiĆŖncia e permitir que o Estado concentre recursos naquilo que realmente importa.
Ao mesmo tempo, avaliações periódicas de desempenho precisam deixar de ser mera formalidade burocrÔtica. O servidor competente deve ser valorizado. O servidor excepcional deve ser premiado. Mas a improdutividade crÓnica não pode continuar protegida por um sistema que praticamente elimina consequências.
E isso exige coragem para enfrentar uma verdade simples: estabilidade não pode significar intocabilidade, e serviço público não pode ser sinÓnimo de imunidade à cobrança por resultados. Quem paga a conta tem o direito de exigir eficiência. E quem exerce uma função pública tem o dever de entregÔ-la.