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Opinião com Luiz Fernando Alfredo - 20/01/2026

  • gazetadevarginhasi
  • há 12 horas
  • 3 min de leitura
Por Luiz Fernando Alfredo
Por Luiz Fernando Alfredo

O MEDO COMO MÉTODO, O SILÊNCIO COMO CÚMPLICE


Por que uma maioria esmagadora permanece inerte? Por que tantos se mostram conformados? Por que o medo venceu a coragem em um país que já enfrentou ditaduras, censura e arbítrio?

Talvez porque o autoritarismo moderno não chega de botas e fardas, mas de togas e discursos “técnicos”. Talvez porque seja mais confortável acreditar que tudo isso é “para o bem”, mesmo quando os fatos gritam o contrário. Ou talvez porque o brasileiro tenha sido convencido de que resistir é inútil - e sobreviver, suficiente.

Mas a história é implacável: toda sociedade que terceiriza sua liberdade em nome da conveniência acaba pagando um preço alto. O silêncio de hoje será cobrado amanhã. E quando o medo vira política de Estado, já não estamos mais falando de democracia - apenas de sua aparência.

O Brasil não está confuso. Está acuado. E um país acuado não é livre - é apenas provisoriamente obediente.

Quando Lula venceu Bolsonaro em 2022, nós nos conformamos rapidamente. Pensamos que, se Bolsonaro tivesse vencido, simplesmente não conseguiria governar. A resistência do sistema seria implacável, o massacre da imprensa ainda mais feroz, faltariam verbas o tempo todo para ela, e o Centrão - sempre fisiológico, venal e movido a interesses próprios - sabotaria qualquer tentativa de gestão. Diante disso, parecia haver ao menos uma oportunidade: comparar os dois governos e, mais uma vez, escancarar que o PT não mudou, continua afundado na velha e conhecida corrupção. O tempo mostrou que estávamos certos. Lula governou de forma irresponsável, gastadora e inconsequente, prejudicando o país com políticas ultrapassadas, privilégios, aparelhamento e descontrole fiscal. Um governo marcado por arrogância, cinismo e desprezo pelo dinheiro público. E, ainda assim, Lula tem a ousadia de se apresentar como candidato à reeleição, quando deveria estar sendo investigado seriamente, cassado e responsabilizado pelos seus atos, em vez de posar como salvador da pátria.

Pergunta-se constantemente: quem será que está por trás de quem, que se destaca como poderoso, corrompido, corruptor, criminoso, bilionário sem origem? Podemos dizer: ninguém! Estão todos entrelaçados, começando do topo da pirâmide institucional de comando brasileira, descendo até a base, com exceções, é claro. Porém, dado o modelo político, o cipoal de leis ineficazes, a impunidade do país - há décadas inchado, moroso, pouco instruído quanto às suas obrigações de servidor público - criou-se uma casta que parece uma matilha a cada mandato, brigando veemente e criminosamente para não largar o osso. E ainda bem que o osso é enorme; não conseguiram ainda esgotá-lo, mas vai enfraquecendo até que se torne totalmente vulnerável.

Nossa esperança tem que se manter firme num único objetivo: tirar a esquerda do poder em 2026, não importa quais serão os conservadores eleitos, desde que não sejam àqueles conhecidos traidores, que fizeram Bolsonaro de trampolim.
Este editorial não pode ser entendido como político partidário e sim, uma demonstração concreta do que ocorreu de ruim e permanece pior ainda, nos governos do PT, Lula 1 e 2 e Dilma 1 e 2, [Temer, o mentor do centrão] e Lula 3.
Compare tudo isso, com os quatro anos dos conservadores, cujos únicos erros do seu líder maior, foi dizer não a política velha e ter escolhido mal alguns de seus companheiros de caserna. Brasileiros se acham pacíficos demais, juntamente com as FFAA, suportam muita carga no lombo. Existem heróis sem luta? Não, mas desde 1985, estamos engolindo tudo, entretanto, o peito de nossos militares de alta patente, parece prateleira de joalheria – homenageados por quê?

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