Pai e filho procurados pela Interpol são presos em zona rural de SP após quase um ano foragidos
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Antônio Buscariollo, de 67 anos, e o filho dele, Paulo Ricardo Costa Buscariollo, de 23, foram presos em Rio das Pedras, no interior de São Paulo, quase um ano depois de se tornarem foragidos. Os dois são investigados pela morte de quatro homens em Icaraíma, no noroeste do Paraná, em agosto de 2025, e haviam sido incluídos na lista de procurados da Interpol em julho deste ano.
Pai e filho foram encontrados em uma propriedade localizada na zona rural de Rio das Pedras. Segundo as informações divulgadas sobre a prisão, eles tentaram fugir quando perceberam a presença dos policiais, mas acabaram localizados em uma área de mata e detidos. A localização foi possível após trabalho de inteligência da Polícia Civil do Paraná.
Os dois são apontados pela investigação como suspeitos de envolvimento na morte de quatro homens que viajaram do interior de São Paulo para Icaraíma. As vítimas eram Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi, Diego Henrique Afonso e Alencar Gonçalves de Souza. Segundo a investigação, o grupo foi ao Paraná para cobrar uma dívida de R$ 255 mil relacionada à negociação de uma propriedade rural.
Os quatro homens desapareceram em agosto de 2025, depois de terem sido vistos pela última vez em Icaraíma. Durante as buscas, o veículo utilizado pelo grupo foi encontrado enterrado em um bunker em uma área de mata. Posteriormente, os corpos das vítimas foram localizados enterrados nas proximidades.
A investigação aponta Antônio e Paulo como os principais suspeitos dos homicídios. Eles estavam com prisão preventiva decretada e permaneceram foragidos durante meses. Em julho de 2026, os nomes dos dois foram incluídos na Difusão Vermelha da Interpol, ampliando as buscas para além do território brasileiro.
Além de Antônio e Paulo, outro integrante da família Buscariollo também foi preso durante as diligências realizadas em São Paulo. Carlos Henrique Buscariollo foi localizado em Santa Bárbara d'Oeste e é apontado pela investigação como suspeito de ter atuado como mentor dos assassinatos. Um quarto integrante da família já estava preso por tráfico de drogas e também é investigado no caso.
A defesa da família Buscariollo nega o envolvimento dos investigados nos assassinatos. Os advogados também contestam a existência da dívida apontada nas investigações e afirmam que os suspeitos teriam fugido após receber ameaças de morte. O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil do Paraná.
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