top of page
1e9c13_a8a182fe303c43e98ca5270110ea0ff0_mv2.gif

Papa Leão XIV lança primeira encíclica e faz apelo para “desarmar a Inteligência Artificial”

  • há 6 horas
  • 2 min de leitura
Papa Leão XIV lança primeira encíclica e faz apelo para “desarmar a Inteligência Artificial”
Divulgação
Documento “Magnifica humanitas” alerta sobre riscos da tecnologia para a humanidade.

Pontífice defende uso ético da IA e critica sistemas que promovem exclusão e violência.

O Papa Leão XIV apresentou oficialmente, nesta segunda-feira (25), sua primeira encíclica, intitulada Magnifica humanitas, dedicada aos impactos da Inteligência Artificial na sociedade contemporânea.

Durante discurso na Sala do Sínodo, no Vaticano, o Pontífice afirmou que a Inteligência Artificial precisa ser “desarmada” e libertada das lógicas que a transformam em instrumento de dominação, exclusão e morte.

“A Inteligência Artificial hoje precisa ser desarmada, libertada das lógicas que a transformam em instrumento de domínio, exclusão ou morte”, declarou o Papa.

A encíclica aborda a necessidade de preservar a dignidade humana diante das transformações tecnológicas e faz um paralelo histórico com a encíclica Rerum Novarum, publicada por Papa Leão XIII em 1891, durante a Revolução Industrial.

Segundo Leão XIV, a Igreja é chamada novamente a refletir sobre uma grande transformação histórica, agora provocada pelo avanço acelerado da Inteligência Artificial.

O documento, com cerca de 200 páginas, é resultado de uma década de estudos e debates realizados pela Santa Sé sobre novas tecnologias e seus impactos sociais, econômicos, políticos e militares.

O Papa destacou preocupação com sistemas autônomos utilizados em guerras, além de algoritmos que podem negar acesso à saúde, trabalho e segurança com base em dados marcados por preconceitos e injustiças.

“Estou recebendo relatos muito preocupantes sobre algoritmos que podem negar acesso à saúde, trabalho e segurança com base em dados contaminados por preconceito e injustiça”, afirmou.

Leão XIV também defendeu que o desenvolvimento tecnológico deve estar subordinado ao bem comum e jamais separado da responsabilidade ética e da consciência humana.

Ao apresentar a encíclica, o Pontífice afirmou que a Igreja não pretende oferecer respostas técnicas, mas contribuir com uma reflexão humanitária e moral sobre o futuro da sociedade.

O Papa ainda fez um apelo por cooperação internacional para que a Inteligência Artificial seja utilizada em favor da humanidade e não apenas de grupos privilegiados.

“A paz, e não apenas a ausência de guerra, é a justiça em ação. Mas quando a tecnologia enfraquece nosso senso crítico, a própria paz fica em risco”, destacou.

O lançamento da encíclica contou com a presença de cardeais, professores, pesquisadores e especialistas em tecnologia, marcando a primeira vez que um Papa participa diretamente da apresentação pública de um documento magisterial.
Fonte: VaticanNews

Comentários


Gazeta de Varginha

bottom of page