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Paquistão anuncia “guerra aberta” contra governo Talibã do Afeganistão após intensificação de confrontos fronteiriços

  • há 4 horas
  • 2 min de leitura
Reprodução
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O Paquistão declarou, na madrugada de sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026, que entrou em uma situação de “guerra aberta” com o governo Talibã do Afeganistão, em meio a uma escalada significativa de confrontos entre os dois países vizinhos na região sul da Ásia. A declaração foi feita pelo ministro da Defesa paquistanês Khawaja Muhammad Asif após uma série de operações militares e trocas de ataques que marcaram um avanço abrupto nas tensões fronteiriças.

Conforme reportado por agências internacionais de notícias, o governo paquistanês conduziu ataques aéreos contra alvos no Afeganistão, incluindo as cidades de Cabul, Kandahar e Paktia, como parte de uma ação militar que Islamabad classificou como resposta a ataques iniciados pelas forças apoiadas pelo Talibã. Autoridades paquistanesas divulgaram que essa ofensiva envolveu bombardeios noturnos e combates em pontos ao longo dos cerca de 2.600 quilômetros de fronteira entre os dois países.

Em uma publicação na rede social X, o ministro Khawaja Muhammad Asif afirmou que “Nossa paciência se esgotou. Agora é guerra aberta entre nós e vocês [Afeganistão]”, acusando o governo Talibã de exportar terrorismo e de não conter grupos insurgentes que operam na fronteira.

Relatos divergentes sobre as consequências dos confrontos foram divulgados por ambos os lados. Representantes paquistaneses alegaram ter causado mais de 130 baixas em combatentes talibãs e ferido centenas, enquanto o governo Talibã afirmou ter infligido perdas às forças paquistanesas, incluindo a morte de dezenas de soldados e a captura de postos militares. Esses números ainda não foram verificados de forma independente por agências externas.

O atual episódio de hostilidades é parte de um contexto mais amplo de relações deterioradas entre as duas nações, que se agravaram nos últimos meses devido a confrontos repetidos ao longo da fronteira, reivindicações de refúgio a grupos militantes e ataques de ambos os lados. Os confrontos entre Paquistão e Afeganistão mostram uma escalada incomum desde a retirada das forças da OTAN do Afeganistão e a tomada de poder pelo Talibã em 2021, levando as duas nações a uma situação que autoridades paquistanesas classificaram como o pior nível de violência em anos.

Analistas internacionais observam que essa nova fase de hostilidades — descrita explicitamente como “guerra aberta” pelo governo paquistanês — pode representar uma ruptura significativa nas relações de segurança regional, com riscos de ampliar conflitos fora dos centros fronteiriços e maiores implicações para a estabilidade na Ásia Central e Sul.

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Gazeta de Varginha

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