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Parceria entre Fiocruz e Centro de Pesquisa em Medicina Tropical acompanha milhares de pacientes e amplia estratégias contra hepatites B, C e Delta

  • 30 de jul.
  • 3 min de leitura
Parceria entre Fiocruz e Centro de Pesquisa em Medicina Tropical acompanha milhares de pacientes e amplia estratégias contra hepatites B, C e Delta
Divulgação/Julho Amarelo reforça combate às hepatites virais e destaca avanços no diagnóstico e tratamento
O mês de julho é marcado em todo o Brasil pela campanha de conscientização e combate às hepatites virais, doenças que integram a lista de enfermidades negligenciadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A mobilização foi instituída no país pela Lei nº 13.802/2019, em alinhamento à agenda global da entidade, com o objetivo de ampliar a prevenção, o diagnóstico e o tratamento dessas infecções.

O principal desafio é alcançar uma transformação significativa no cenário das hepatites virais até 2030. Segundo o Relatório Global da OMS sobre Hepatite (2024), o Brasil está entre as 38 nações consideradas prioritárias para uma resposta mais concentrada no enfrentamento dessas doenças.

Entre as iniciativas de destaque está o trabalho desenvolvido em Rondônia, onde a integração entre atendimento médico, vigilância laboratorial e pesquisa científica tem fortalecido as ações de controle, principalmente das hepatites B, C e Delta, que apresentam grande relevância epidemiológica na região amazônica.

Uma parceria entre a Fiocruz e o Centro de Pesquisa em Medicina Tropical possibilita o acompanhamento, diagnóstico e tratamento de pacientes de diferentes áreas da Amazônia, contribuindo para ampliar o acesso aos serviços de saúde.

Ao longo de três décadas, o ambulatório do Centro de Pesquisa em Medicina Tropical acompanhou 8.385 pacientes com hepatites virais crônicas. Do total, 5.098 pessoas foram diagnosticadas com hepatite B, 2.512 com hepatite C, 339 com hepatite Delta e 59 com hepatite A. Outros tipos de infecções relacionadas às hepatites somaram 337 casos.

Os números evidenciam a presença significativa das hepatites virais crônicas em Rondônia, especialmente dos tipos B e C, além da importância da hepatite Delta, considerada uma doença de grande impacto epidemiológico na Amazônia.

O diagnóstico e acompanhamento da hepatite Delta exigem estruturas especializadas e estratégias específicas de vigilância, principalmente devido às dificuldades enfrentadas por populações que vivem em áreas remotas, como comunidades ribeirinhas e indígenas, onde barreiras geográficas podem limitar o acesso aos serviços de saúde.

Distribuição dos casos pelo Brasil
Os registros de hepatites virais apresentam diferenças entre as regiões brasileiras. O Nordeste concentrou a maior proporção de casos de hepatite A, com 29,2% das infecções pelo vírus.

Já o Sudeste apresentou as maiores proporções dos vírus B e C, com 34% e 57,7% dos casos, respectivamente. A região Sul aparece na sequência, com 30,9% dos registros de hepatite B e 27% de hepatite C.

O Norte do país concentrou a maior parte dos casos de hepatite Delta, reunindo 72,4% dos registros nacionais da doença, reforçando a necessidade de ações específicas na região.

Fiocruz atua no diagnóstico molecular da hepatite Delta
Como resultado de avanços técnico-científicos, o Laboratório de Virologia Molecular da Fiocruz Rondônia tornou-se referência no diagnóstico molecular e na quantificação da carga viral do vírus da hepatite Delta (HDV).

O trabalho é desenvolvido em parceria com o Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde, contribuindo para ampliar o acesso ao diagnóstico especializado.

Atualmente, o laboratório oferece suporte técnico a instituições parceiras, participa da criação e padronização de protocolos laboratoriais e capacita profissionais envolvidos no diagnóstico das hepatites virais.

A atuação conjunta entre assistência, vigilância e pesquisa fortalece o Sistema Único de Saúde (SUS), permitindo que pessoas em regiões historicamente afetadas por desigualdades tenham acesso a diagnósticos mais precisos e acompanhamento médico adequado.

Além de beneficiar diretamente os pacientes, as ações também contribuem para a produção de conhecimento científico voltado às necessidades da população brasileira e para o desenvolvimento de novas estratégias de enfrentamento às hepatites virais.
Fonte: Fiocruz

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Gazeta de Varginha

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