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Partido Socialista de Pedro Sánchez lidera pesquisa do CIS com 34%; PP aparece com 22,2% e Vox com 17,1% às vésperas de eleições antecipadas de 29 de novembro

há 35 minutos
2 min de leitura

Reprodução
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O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), liderado pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez, aparece na liderança das intenções de voto segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira (14) pelo Centro de Pesquisas Sociológicas (CIS), instituto estatal da Espanha, com 34% dos votos. O Partido Popular (PP), de oposição de orientação conservadora, vem em segundo lugar com 22,2%, seguido pelo Vox, partido de direita, com 17,1%. A coalizão de esquerda Sumar, que integra o governo, registra 6,1% e ainda busca fechar alianças com legendas do campo progressista. O resultado divulgado contrasta com levantamentos de outros institutos, que vinham apontando vantagem para uma eventual aliança entre PP e Vox, o que torna o cenário eleitoral ainda mais indefinido.

A pesquisa foi realizada na primeira semana de outubro, com 5.025 entrevistados, coincidindo com o período de intensos protestos em todo o país motivados pela crise de moradia. O levantamento foi concluído antes da morte da ativista pelo direito à moradia Maricarmen Abascal, em 7 de outubro — falecimento que deu nova força às manifestações depois que ela foi despejada do imóvel onde residia. A questão da habitação passou a ser a preocupação dominante dos eleitores: foi citada por 55,7% dos entrevistados, um aumento de 20 pontos percentuais em relação ao mês anterior, seguida pela imigração, com 20,9%, e pela situação econômica, com 20,3%. A preferência pessoal para o cargo de primeiro-ministro também favorece Sánchez, apontado por 39,3% dos ouvidos, contra 14,7% de Alberto Núñez Feijóo, do PP, e 13,8% de Santiago Abascal, do Vox.

A convocação das eleições antecipadas para 29 de novembro foi uma decisão de Sánchez tomada depois que o Parlamento rejeitou os principais decretos do governo voltados para enfrentar a crise habitacional. O primeiro-ministro classificou a medida como necessária para "renovar o apoio da população" e obter uma maioria parlamentar mais sólida que permita avançar com as reformas sociais. Em pronunciamento televisionado, reconheceu que seu governo cometeu erros e não cumpriu todas as promessas de campanha, admitindo insatisfação entre parte dos eleitores, mas defendeu a continuidade de seu projeto como essencial para manter a Espanha como "bastião da abertura, da justiça social e da responsabilidade ambiental". A aposta é considerada de alto risco, pois a maioria das pesquisas anteriores vinha indicando possibilidade de vitória da direita, o que poderia encerrar um dos últimos governos de esquerda em exercício na Europa.

A trajetória política de Sánchez tem sido marcada por reviravoltas e recuperações que surpreenderam analistas repetidamente. Internacionalmente, ele ganhou visibilidade por posições firmes em defesa de causas progressistas, como o reconhecimento do Estado palestino, a proteção de organismos multilaterais e o combate ao poder concentrado de grandes empresas de tecnologia. No entanto, internamente, sua gestão foi enfraquecida por derrotas legislativas e escândalos que reduziram sua margem de manobra. A rejeição das medidas habitacionais funcionou como o ponto de ruptura que levou à convocação de novas eleições, transformando a moradia em eixo central da campanha. O confronto entre o CIS e os demais institutos de pesquisa deixa claro que o pleito será disputado e que o resultado ainda está em aberto.

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