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PCMG desarticula esquema de fraudes na transferência de veículos em três estados

  • gazetadevarginhasi
  • há 15 minutos
  • 2 min de leitura
PCMG desarticula esquema de fraudes na transferência de veículos em três estados
Divulgação
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, nesta semana, a operação Alienactio Ficta para desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes na transferência e financiamento de veículos, que causou prejuízos milionários a uma montadora. A ação resultou no cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo.

As investigações tiveram início em outubro do ano passado, após a empresa vítima identificar transferências fraudulentas de veículos que nunca haviam sido comercializados e permaneciam em seus pátios. A apuração ficou a cargo da Divisão Especializada em Prevenção e Investigação a Furto e Roubo de Veículos Automotores (Depifvra) da PCMG.

Entre quarta-feira (4/2) e sexta-feira (6/2), foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva — dois em Santa Catarina, um no Rio de Janeiro e um em São Paulo — e 14 mandados de busca e apreensão. Durante as diligências, foram apreendidos quatro veículos de luxo, incluindo um jipe blindado e uma caminhonete, além de documentos veiculares, aparelhos celulares e equipamentos de informática. Também houve bloqueio judicial de valores em contas bancárias.

O delegado Felipe Fonseca Peres, responsável pelas investigações, explicou que o esquema envolvia adulterações sistemáticas em registros de veículos. “Foram identificadas dezenas de automóveis com dados fraudulentos inseridos nos sistemas oficiais, permitindo financiamentos e posterior lavagem de capitais”, afirmou. Ao menos 33 veículos de três marcas diferentes tiveram registros adulterados no Rio de Janeiro e estão sendo repatriados à titularidade da empresa vítima, por determinação judicial, com retorno a Minas Gerais.

Como funcionava o esquema
O grupo utilizava credenciais indevidas para emissão da Autorização para Transferência de Propriedade do Veículo Eletrônica (ATPV-e), inserção de dados falsos, clonagem de placas e chassis, uso de laranjas e obtenção de financiamentos fraudulentos. O dinheiro era posteriormente pulverizado e ocultado por meio de operações financeiras complexas.

A organização criminosa operava por núcleos estaduais: o núcleo do Rio de Janeiro concentrava a liderança operacional e logística, movimentando mais de R$ 70 milhões, enquanto o núcleo de São Paulo atuava como braço financeiro, redistribuindo e ocultando valores, incluindo transferências superiores a R$ 1,2 milhão entre investigados.

Os quatro presos — dois homens e duas mulheres, com idades entre 22 e 34 anos — confirmaram participação no esquema e detalharam a dinâmica das fraudes durante os depoimentos. Eles foram encaminhados a unidades prisionais nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina.

As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração dos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Fonte: PCMG

Gazeta de Varginha

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