Pedidos de primeira CNH mais que triplicam após mudanças nas regras
há 4 horas
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Divulgação/As novas regras para tirar a Carteira Nacional de Habilitação já geraram uma economia estimada de R$ 9,64 bilhões aos brasileiros entre dezembro de 2025 e agosto de 2026, segundo o Ministério dos Transportes.
Novas regras da CNH geram R$ 9,64 bilhões em economia e aumentam número de habilitados.
As novas regras para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) reduziram os custos e o tempo necessário para concluir o processo de primeira habilitação no Brasil. Segundo o Ministério dos Transportes, a economia acumulada pelos brasileiros chegou a R$ 9,64 bilhões entre dezembro de 2025 e agosto de 2026.
A mudança ocorreu após a flexibilização das exigências para obtenção da primeira habilitação. Com a alteração, algumas despesas deixaram de existir e outras tiveram redução de valores, tornando o processo mais acessível.
Economia chega a R$ 9,64 bilhões
De acordo com o Ministério dos Transportes, a economia estimada está distribuída entre diferentes etapas do processo de habilitação.
O curso teórico, que passou a ser oferecido gratuitamente, representa uma economia de R$ 2,94 bilhões. Já a formação prática responde pela maior parcela, com R$ 4,57 bilhões.
A redução dos deslocamentos necessários durante o processo gerou uma economia estimada em R$ 278,7 milhões. A renovação automática para motoristas que possuem o selo de bom condutor representa outros R$ 1,44 bilhão.
Os exames médico e psicológico, por sua vez, correspondem a R$ 414,6 milhões da economia calculada.
Número de novos motoristas cresce
Ao mesmo tempo em que os custos diminuíram, aumentou o número de pessoas que conseguiram obter a habilitação.
Entre janeiro e agosto de 2026, o Brasil registrou 2.003.112 novos motoristas. No mesmo período de 2025, foram 1.710.473.
O resultado representa crescimento de 17,1% no número de novos habilitados em um ano.
Os maiores avanços foram registrados principalmente nas regiões Norte e Nordeste. A Paraíba apresentou a maior alta, de 77%, seguida por Sergipe, com 69,5%, e Acre, com 55,4%.
Também houve crescimento expressivo no Rio Grande do Norte, de 55,1%, e no Amapá, de 54%.
Tempo para obter a CNH diminui 30%
Além da redução dos custos, o processo de primeira habilitação também ficou mais rápido.
Antes da mudança nas regras, o candidato levava, em média, 210 dias para concluir o processo. Agora, o período caiu para 147 dias, uma redução de 30% no tempo necessário para obter o documento.
Quanto custa tirar a CNH?
As aulas teóricas e práticas representavam uma das principais parcelas do custo para obter a habilitação. Segundo o Ministério dos Transportes, a redução dos valores pode chegar a 70%.
Pesquisas realizadas em dez cidades encontraram pacotes a partir de R$ 380 para as categorias A ou B. Em Santos (SP), por exemplo, um pacote com duas aulas práticas e o uso do veículo da autoescola custava R$ 380.
Ainda existem outras despesas, que variam de acordo com o estado. Em São Paulo, o exame teórico custa R$ 52,83, mesmo valor cobrado pelo exame prático.
O exame médico custa R$ 90 e o psicotécnico também tem valor de R$ 90. Já a versão física da CNH custa R$ 137,79, enquanto a versão digital é gratuita.
Valor aumenta conforme número de aulas
Nas cidades pesquisadas, o valor médio encontrado foi de R$ 500 para um pacote com duas aulas práticas. As autoescolas também oferecem opções com maior quantidade de aulas.
A média chegou a R$ 900 para cinco aulas e R$ 1.300 para dez aulas. Para quem precisa de 20 aulas práticas, o valor médio ficou em R$ 1.900.
Algumas autoescolas também incluem aulas teóricas e material didático nos pacotes. Outra possibilidade é realizar gratuitamente o curso teórico de forma virtual.
Solicitações de primeira CNH mais que triplicam
A procura pela primeira habilitação também aumentou significativamente após as mudanças.
Entre janeiro e agosto de 2025, 2.314.754 pessoas solicitaram a primeira CNH. No mesmo período de 2026, foram registradas 7.315.625 solicitações.
O número representa um crescimento de 216% em um ano.
Os maiores aumentos ocorreram novamente em estados das regiões Norte e Nordeste. O Amapá liderou, com alta de 485,8%, seguido por Sergipe, com 472,5%, Pernambuco, com 468%, Maranhão, com 443%, e Paraíba, com 423,8%.
Segundo o Ministério dos Transportes, todos os estados registraram aumento nas solicitações de primeira habilitação.
Minas Gerais apresentou o menor crescimento entre os estados, com alta de 154,9%. Tocantins registrou aumento de 138,5%, enquanto Santa Catarina teve crescimento de 114%.
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