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Perícia encontra clonazepam no sangue de idosos mortos em BH e polícia identifica carro usado na fuga da diarista suspeita

  • há 3 dias
  • 2 min de leitura
Reprodução
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A investigação sobre a morte do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, ganhou novos desdobramentos após a perícia identificar a presença de clonazepam no sangue das vítimas. O casal foi encontrado morto dentro do apartamento onde morava, no bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte.

Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, o medicamento pode ter sido utilizado para reduzir a capacidade de reação dos idosos antes do crime. Os investigadores, no entanto, ainda aguardam exames complementares para determinar a quantidade da substância presente no organismo das vítimas e esclarecer em que momento ela teria sido administrada.

A principal suspeita do caso é uma diarista que esteve no imóvel no dia do crime para realizar serviços de limpeza. Conforme as investigações, ela entrou no condomínio durante a manhã e deixou o local horas depois carregando objetos e utilizando roupas diferentes das que vestia ao chegar.

Outro avanço da apuração foi a identificação da placa do veículo que teria sido utilizado pela suspeita durante a fuga. A polícia trabalha agora para rastrear os deslocamentos do automóvel e localizar a mulher, que permanece foragida. Informações obtidas pelos investigadores indicam que o carro passou por diferentes pontos da capital mineira após deixar a região do condomínio.

As autoridades também analisam imagens de câmeras de segurança e outros elementos coletados durante a investigação para reconstruir a dinâmica do crime e identificar eventual participação de outras pessoas.

A linha principal de investigação continua sendo a de latrocínio, quando o roubo é seguido de morte. Segundo a polícia, não foram encontrados sinais de arrombamento no apartamento, mas familiares relataram o desaparecimento de objetos pertencentes ao casal.

Nos dias anteriores, a investigação já havia revelado que a suspeita possuía uma dívida de aproximadamente R$ 40 mil com um agiota, conforme relato de familiares à Polícia Civil. De acordo com os investigadores, ela não possuía antecedentes criminais e enfrentava problemas emocionais e episódios de depressão, segundo informações prestadas por parentes.

Cláudio Atala Inácio era advogado e fundador do escritório Atala Inácio & Advogados Associados, criado em 1995. Já Maria Clotilde atuou como empresária no setor de presentes e decoração em Belo Horizonte.

A Polícia Civil prossegue com as buscas pela suspeita e mantém a investigação em andamento para esclarecer completamente a motivação do crime e a sequência dos acontecimentos que resultaram na morte do casal.

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Gazeta de Varginha

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