Pesquisa da Epamig revela potencial da araruta para alimentos e embalagens sustentáveis
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Divulgação/Estudo desenvolvido em Minas Gerais recebeu menção honrosa e amplia possibilidades de uso da araruta na indústria alimentícia.
Pesquisa da Epamig destaca potencial da araruta para alimentos e embalagens sustentáveis
A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) está desenvolvendo estudos para ampliar o aproveitamento de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC), com foco na utilização do amido extraído da araruta. A pesquisa busca caracterizar novas fontes de amido e explorar aplicações inovadoras para a indústria de alimentos e para a produção de materiais sustentáveis.
O trabalho integra o projeto “Desenvolvimento de resinas comestíveis a partir de biopolímeros e pigmentos naturais de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC)”, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e coordenado pelo pesquisador da Epamig, Vinícius Tadeu da Veiga Correia.
Uma das etapas da pesquisa resultou no estudo “Protocolos de modificação do amido de araruta com baixa toxicidade: ozonização com ar atmosférico, recozimento sob umidade controlada e despolimerização ácida para aplicação em alimentos”, que recebeu menção honrosa durante o 4º Congresso Brasileiro de Tecnologia de Cereais e Panificação, realizado em Sete Lagoas.
Segundo Vinícius Correia, o objetivo foi desenvolver e comparar métodos de modificação do amido de araruta capazes de ampliar seu potencial tecnológico para aplicação em produtos alimentícios.
“O objetivo foi estabelecer e descrever, em escala laboratorial e sob condições comparáveis, três protocolos de modificação do amido de araruta, visando ampliar seu potencial de aplicação em produtos panificáveis e outros alimentos à base de amido”, explicou o pesquisador.
Pesquisa acadêmica
O conteúdo integra a dissertação de mestrado do pesquisador Warley Alisson Souza, intitulada “Propriedades nutricionais do rizoma e comportamento tecnológico do amido de araruta (Maranta arundinacea L.), com proposta de ferramenta colaborativa para mapeamento de PANC”, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Ciência de Alimentos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Alternativa para segurança alimentar
Com o tema “Mudanças Climáticas e Segurança Alimentar: caminhos da tecnologia de cereais e panificação”, o congresso destacou a importância de culturas alternativas para fortalecer sistemas alimentares mais sustentáveis e resilientes.
Nesse contexto, a araruta surge como uma opção promissora por sua rusticidade, produtividade e capacidade de adaptação a diferentes condições de cultivo.
“A araruta se destaca como uma cultura com potencial estratégico, por apresentar rusticidade, boa produtividade e capacidade de adaptação a diferentes condições de cultivo”, afirmou Vinícius Correia.
Diversas aplicações
A fécula de araruta já é utilizada na fabricação de biscoitos, bolos e pães, além de atuar como espessante em molhos, sopas e caldos. O produto também é empregado em alimentos infantis e em preparações destinadas a dietas sem glúten.
Além dessas aplicações tradicionais, pesquisas recentes avaliam o uso do amido na fabricação de filmes biodegradáveis e revestimentos comestíveis, ampliando sua contribuição para soluções sustentáveis.
“O trabalho despertou interesse por abordar uma matéria-prima ainda pouco explorada pela indústria e por apresentar alternativas de modificação do amido utilizando métodos de baixa toxicidade”, destacou o pesquisador.
A iniciativa reforça o potencial das PANC como alternativas para diversificação alimentar, valorização da biodiversidade e desenvolvimento de tecnologias sustentáveis voltadas à produção de alimentos e materiais inovadores.
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