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Pesquisadora do Instituto Butantan lidera desenvolvimento da primeira vacina 100% brasileira contra a dengue

  • 12 de mar.
  • 2 min de leitura
Reprodução
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A bióloga Neuza Frazzati, pesquisadora do Instituto Butantan, liderou o desenvolvimento da primeira vacina totalmente brasileira contra a dengue, resultado de décadas de trabalho científico. O imunizante, chamado Butantan-DV, começou a ser aplicado recentemente no país e representa um avanço importante no combate a uma doença que há anos provoca epidemias recorrentes no Brasil.

A dengue é considerada uma doença negligenciada, principalmente porque afeta países tropicais e em desenvolvimento. Desde o início dos anos 2000, mais de 18 mil pessoas morreram no Brasil em decorrência da doença, enquanto cerca de 25 milhões de casos foram registrados, o que mantém pressão constante sobre o sistema de saúde. A nova vacina surge como uma tentativa de reduzir significativamente esse impacto.

O imunizante desenvolvido pelo Butantan é considerado inovador por ser a primeira vacina contra a dengue de dose única no mundo, característica que facilita a vacinação em larga escala. Estudos clínicos realizados com mais de 16 mil voluntários demonstraram uma eficácia aproximada de 75% contra a doença e superior a 90% contra formas graves e hospitalizações, resultados considerados relevantes para um país que enfrenta surtos frequentes.

Neuza Frazzati construiu sua carreira científica no Instituto Butantan após ingressar na instituição na década de 1980. Formada em biologia e doutora em biotecnologia pela Universidade de São Paulo (USP), ela dedicou grande parte de sua trajetória ao desenvolvimento de vacinas e tecnologias de produção de imunizantes.

Antes de liderar o projeto da vacina contra a dengue, a pesquisadora também participou de avanços importantes em outros imunizantes. Um de seus trabalhos foi o desenvolvimento de uma vacina contra a raiva humana produzida com tecnologia de cultura celular, que foi licenciada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2008 após cerca de dez anos de pesquisa.

A cientista afirma que a motivação para seu trabalho sempre esteve ligada à possibilidade de ajudar a reduzir o sofrimento causado por doenças infecciosas. Segundo ela, o desenvolvimento da vacina contra a dengue representa uma missão pessoal e científica, com potencial para proteger milhões de pessoas e evitar mortes associadas à doença.

Com a chegada do imunizante brasileiro, pesquisadores e autoridades de saúde avaliam que o país dá um passo relevante no enfrentamento da dengue. O avanço também demonstra a capacidade da ciência nacional de desenvolver soluções próprias para problemas de saúde pública que afetam milhões de brasileiros.

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Gazeta de Varginha

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