Petrobras quer novos poços na Foz do Amazonas, e MPF cobra explicações do Ibama
há 3 dias
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Divulgação/O Ministério Público Federal (MPF) cobrou explicações do Ibama sobre pedidos da Petrobras para ampliar as atividades de exploração de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas. A estatal solicitou novas perfurações e outras operações marítimas. O MPF questiona os possíveis impactos ambientais e sobre comunidades tradicionais. O Ibama terá cinco dias para responder.
MPF cobra explicações do Ibama sobre novos poços de petróleo na Foz do Amazonas.
O Ministério Público Federal (MPF) acionou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para pedir esclarecimentos sobre solicitações apresentadas pela Petrobras relacionadas à perfuração de novos poços exploratórios na Bacia da Foz do Amazonas.
A estatal pretende realizar três novas perfurações, além de outras operações marítimas na região. O questionamento do MPF foi divulgado na noite de segunda-feira (17).
A cobrança ocorre poucos dias após a Petrobras anunciar a identificação de hidrocarbonetos em um poço exploratório em águas ultraprofundas do Amapá, também localizado na Bacia da Foz do Amazonas. A perfuração desse poço começou em outubro e ainda está em andamento.
Petrobras quer ampliar operações autorizadas
O principal ponto levantado pelo MPF envolve a Licença de Operação nº 1684/2025, atualmente em vigor para a região.
De acordo com o órgão, a licença autoriza a perfuração de apenas um poço exploratório. A Petrobras, entretanto, solicitou a ampliação das atividades previstas.
No bloco FZA-M-59, a empresa pediu a inclusão de três poços contingentes, além da realização de testes de formação e do abandono definitivo dos quatro poços.
Ao todo, três poços estão previstos para serem perfurados no bloco.
MPF aponta possíveis impactos ambientais
O Ministério Público Federal questiona se a ampliação das atividades poderia ser autorizada apenas por meio de uma alteração da licença ou de condicionantes, sem um novo procedimento de avaliação ambiental.
Segundo o MPF, uma eventual autorização dessa natureza poderia desconsiderar impactos cumulativos e contrariar informações apresentadas anteriormente à sociedade e à Justiça.
O órgão também manifestou preocupação com o aumento da duração e da intensidade das atividades de exploração na região.
De acordo com o comunicado, a multiplicação das perfurações pode ampliar os impactos sobre fauna, flora e comunidades tradicionais da região costeira, incluindo povos indígenas, quilombolas, extrativistas e pescadores artesanais.
Ibama terá cinco dias para responder
O MPF solicitou ao Ibama esclarecimentos sobre os pedidos apresentados pela Petrobras e sobre os procedimentos adotados para avaliar a possibilidade de ampliação das atividades autorizadas.
O órgão ambiental terá cinco dias para apresentar as informações solicitadas.
O caso ocorre em meio à intensificação das atividades de exploração de petróleo na margem equatorial brasileira, área que inclui a Bacia da Foz do Amazonas e tem sido alvo de debates envolvendo potencial energético e preservação ambiental.
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