top of page
1e9c13_a8a182fe303c43e98ca5270110ea0ff0_mv2.gif

PF analisa se filho de Lula foi citado como ‘sócio oculto’ em esquema bilionário do INSS

  • gazetadevarginhasi
  • há 1 dia
  • 3 min de leitura
PF analisa se filho de Lula foi citado como ‘sócio oculto’ em esquema bilionário do INSS
Divulgação
PF diz que apura se filho de Lula foi ‘sócio oculto’ do Careca do INSS, diz jornal.

A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que surgiram referências ao nome de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em diferentes frentes da investigação que apura um esquema bilionário de descontos indevidos em aposentadorias do INSS. As informações foram reveladas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Segundo a PF, as menções aparecem em materiais reunidos ao longo da Operação Sem Desconto, incluindo depoimentos, diálogos extraídos de celulares e registros de deslocamentos. Apesar disso, os investigadores ressaltam que, até o momento, não há indícios de participação direta de Fábio Luís nos crimes investigados.

De acordo com a apuração, as citações surgem em três conjuntos distintos de dados e, em todos os casos, tratam-se de falas de terceiros ou de vínculos indiretos, que ainda precisam ser checados de forma rigorosa antes de qualquer conclusão.

A principal linha analisada envolve a suspeita de que Fábio Luís teria sido mencionado como possível “sócio oculto” do empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como líder do esquema. A hipótese considerada pela PF é de que essa eventual ligação teria ocorrido por meio da empresária Roberta Luchsinger, amiga pessoal de Fábio Luís e que manteve relação comercial com Camilo.

Roberta foi alvo de busca e apreensão na última fase da operação, deflagrada em dezembro. Segundo a investigação, ela firmou contrato de consultoria com o Careca do INSS para prospectar negócios junto ao governo federal, tendo recebido cerca de R$ 1,5 milhão. A defesa da empresária afirma que as tratativas se limitaram a projetos iniciais no setor de cannabis medicinal e que nenhum contrato público foi efetivado.

Na representação encaminhada ao ministro André Mendonça, do STF, a Polícia Federal destacou que, apesar das menções, não há até agora elementos que indiquem envolvimento direto de Fábio Luís nos descontos associativos fraudulentos investigados. Os investigadores também ressaltam que, no meio político e empresarial, é comum que pessoas aleguem proximidade com figuras conhecidas para tentar obter vantagens, o que exige cautela na análise dessas declarações.

Entre os elementos apurados está o depoimento do empresário Edson Claro, ex-sócio do Careca do INSS em um empreendimento ligado à cannabis medicinal. Ele relatou ter ouvido de Antônio Camilo que Fábio Luís seria sócio do projeto e que Roberta atuaria em lobby junto ao Ministério da Saúde. O relato inclui supostos repasses financeiros, inclusive pagamentos mensais, que não foram comprovados até o momento.

A PF também analisa viagens feitas por Fábio Luís e Roberta Luchsinger com passagens emitidas sob o mesmo localizador, indicando compra conjunta. Entre os deslocamentos identificados estão viagens frequentes entre São Paulo e Brasília ao longo de 2025 e um voo para Lisboa, em 2024, destino que chamou a atenção por coincidir com tentativas do empresário de expandir negócios para Portugal.

Outro conjunto de referências vem de conversas extraídas de celulares do Careca do INSS e de Roberta. Em mensagens analisadas, aparecem comentários sobre pagamentos associados ao “filho do rapaz” e preocupações com a possibilidade de o nome de Fábio Luís ser ligado publicamente ao caso. Em um dos diálogos, Roberta sugere cautela diante de questionamentos da imprensa, e ambos combinam não se manifestar.

A defesa de Fábio Luís nega qualquer vínculo com o INSS ou com Antônio Camilo Antunes e classifica as menções como ilações. Advogados afirmam que ele nunca foi sócio do empresário e que sua relação com Roberta é de natureza pessoal, não comercial. O próprio presidente Lula já declarou, em outras ocasiões, que qualquer familiar deve ser investigado se houver indícios concretos.

Antônio Camilo Antunes está preso desde setembro do ano passado, acusado de comandar um esquema de fraudes em benefícios previdenciários com pagamento de propina a agentes públicos. Na fase mais recente da operação, seu filho também foi detido. A Polícia Federal informou que seguirá analisando o material apreendido e reforçou que a apuração continuará livre de interferências externas ou narrativas políticas.
Fonte:InfoMoney

Comentários


Gazeta de Varginha

bottom of page