PF cumpre 49 mandados contra alvos ligados ao financiamento de filme sobre Bolsonaro
há 16 minutos
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Divulgação/PF
A Polícia Federal cumpre nesta quinta-feira (10) 49 mandados de busca e apreensão contra pessoas ligadas ao financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Entre os alvos estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e Karina Gama, dona da produtora responsável pelo longa.
A operação, chamada Make Up, foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e é realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU). Os mandados são cumpridos no Distrito Federal e nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará.
Segundo a Polícia Federal, a investigação apura um suposto desvio de emendas parlamentares destinadas a uma organização da sociedade civil. A corporação afirma ter identificado uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados, que seria responsável por direcionar recursos recebidos para empresas subcontratadas de maneira irregular e sem comprovação de que os serviços contratados tenham sido efetivamente prestados.
Ainda de acordo com a PF, levantamentos financeiros apontaram a movimentação de centenas de milhões de reais entre empresas que fariam parte do esquema investigado. A operação apura possíveis crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes relacionados a licitações.
O financiamento de Dark Horse já é objeto de dois inquéritos no STF. Um deles é relatado pelo ministro André Mendonça. O outro, que investiga um possível direcionamento de emendas parlamentares, está sob relatoria de Flávio Dino.
Em março, Dino havia determinado que Mario Frias prestasse esclarecimentos sobre uma emenda parlamentar de R$ 2 milhões destinada ao Instituto Conhecer Brasil, organização não governamental ligada à produtora do filme. Na ocasião, o ministro solicitou informações sobre possíveis irregularidades na execução dos recursos.
Mario Frias, que é produtor do filme e foi secretário de Cultura durante o governo Bolsonaro, negou irregularidades em manifestação enviada ao Supremo em maio. Segundo o parlamentar, os recursos tiveram finalidade social.
A produtora do filme, Go UP Entertainment, também foi alvo de uma operação da Polícia Civil de São Paulo em junho. A ação investigava suspeitas de fraudes e desvios de recursos públicos. Após determinação de Flávio Dino, os dados obtidos pela Polícia Civil foram compartilhados com o Supremo Tribunal Federal.
A Polícia Federal realizou a operação nesta quinta-feira, enquanto Mario Frias e Karina Gama foram procurados para comentar a ação. Até a publicação da reportagem, não havia resposta dos dois.
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