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PF deflagra Operação Galho Fraco II para aprofundar investigação sobre desvio de recursos públicos de cotas parlamentares

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura
Reprodução
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A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (1º) a Operação Galho Fraco II, terceira fase da Operação Rent a Car, com o objetivo de aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), utilizada por deputados para custear despesas relacionadas ao mandato.

Segundo a investigação, a nova etapa da operação tem como foco a movimentação e a destinação dos recursos suspeitos, além da possível utilização de pessoas físicas e jurídicas para dar aparência de legalidade às transações financeiras investigadas. A PF apura indícios dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa.

A operação tem como alvos empresários e pessoas ligadas ao deputado federal Sóstenes Cavalcante. O parlamentar não foi alvo dos mandados cumpridos nesta fase, mas segue sendo investigado no inquérito.

Os mandados de busca e apreensão foram autorizados pelo Supremo Tribunal Federal e estão sendo cumpridos no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais. Durante as diligências, agentes apreenderam documentos, equipamentos eletrônicos, dinheiro em espécie, inclusive dólares, além de relógios de luxo.

De acordo com investigadores, a atual fase busca esclarecer a origem de valores encontrados em um endereço ligado ao deputado durante uma etapa anterior da investigação. Na ocasião, a Polícia Federal localizou cerca de R$ 470 mil em espécie. A defesa do parlamentar afirmou anteriormente que o dinheiro teria origem na venda de um imóvel, versão cuja veracidade segue sendo analisada pelos investigadores.

Entre os elementos que chamaram atenção dos investigadores nesta quarta-feira está a apreensão de dinheiro escondido dentro de um objeto decorativo que imitava um livro, localizado em um endereço ligado a um advogado investigado no caso.

Segundo a Polícia Federal, as fases anteriores da investigação identificaram suspeitas de utilização de contratos de locação de veículos para justificar despesas custeadas com recursos públicos da cota parlamentar. Conforme a apuração, empresas de fachada teriam sido utilizadas para dar aparência de legalidade ao suposto esquema de desvio de recursos.

A investigação teve início após uma operação realizada em 2024 contra assessores parlamentares. A partir da análise de mensagens, depoimentos e quebras de sigilo, os investigadores afirmam ter encontrado indícios que levaram ao aprofundamento das apurações e às fases seguintes da Operação Rent a Car.

Procurado pela imprensa, Sóstenes Cavalcante afirmou inicialmente que ainda não havia tomado conhecimento da decisão judicial e declarou que se manifestaria após ter acesso ao conteúdo das medidas adotadas pela investigação.

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Gazeta de Varginha

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