PF e CGU realizam operacao contra crimes ambientais em Minas
gazetadevarginhasi
19 de set. de 2025
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Divulgação
Operacao da PF mira crimes ambientais e corrupcao em Minas.
A Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União, realiza nesta quarta-feira (18/9/25) a Operação Rejeito, que investiga uma suposta organização criminosa responsável por crimes ambientais, corrupcao e lavagem de dinheiro em Minas Gerais.
Durante a ação, a PF prendeu preventivamente o diretor da Agencia Nacional de Mineracao (ANM), Caio Mario Trivellato Seabra Filho, e o ex-diretor da PF e atual diretor de Administracao e Finanzas do Servico Geologico do Brasil (SGB), Rodrigo de Melo Teixeira. Alem disso, estão sendo cumpridos 20 mandados de prisao temporaria e 79 de busca e apreensao.
Caio Trivellato e advogado especialista em direito ambiental e integra a diretoria da ANM desde maio de 2023. Rodrigo Teixeira ingressou na PF em 1999, ocupando cargos de liderança, incluindo a Superintendencia em Minas Gerais e a Diretoria de Policia Administrativa.
Todos os investigados responderao por crimes ambientais, usurpacao de bens da uniao, corrupcao ativa e passiva, organizacao criminosa, lavagem de dinheiro e embaraçamento a investigacao de organizacao criminosa.
Segundo a PF, o grupo obtinha licencas e autorizacoes ambientais fraudulentas para explorar minério de ferro de forma irregular, inclusive em areas tombadas e proximas a zonas de preservacao, aumentando o risco de desastres. A investigacao estima lucro de aproximadamente R$ 1,5 bilhao, com potencial de ganho de R$ 18 bilhoes em projetos em andamento.
A Justica Federal de Minas Gerais determinou o bloqueio das contas dos envolvidos em R$ 1,5 bilhao, a suspensao das atividades das pessoas juridicas e o afastamento dos servidores publicos.
Em nota, a ANM informou que tomou conhecimento da operacao pela imprensa e que ainda nao recebeu comunicacao oficial sobre medidas envolvendo servidores ou dirigentes, reforcando a colaboracao com as autoridades quando demandada. O SGB afirmou que nao se manifesta sobre processos em andamento e esta a disposicao para colaborar com as autoridades competentes.
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