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PF encontra dinheiro escondido em livro falso durante operação sobre suposto desvio de cotas parlamentares

  • há 17 horas
  • 2 min de leitura
Reprodução
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A Polícia Federal encontrou dinheiro em espécie escondido dentro de um livro falso durante o cumprimento de mandados da Operação Galho Fraco II, deflagrada na manhã desta quarta-feira (1º). O material foi localizado em um endereço ligado a um advogado que figura entre os alvos da investigação.

A ação integra a terceira fase da Operação Rent a Car e tem como objetivo aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), verba destinada ao custeio de despesas relacionadas ao mandato de deputados federais.

Segundo a investigação, os alvos desta etapa possuem ligação com o deputado federal Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara dos Deputados. O parlamentar, no entanto, não foi alvo dos mandados cumpridos nesta quarta-feira, embora tenha sido alvo de medidas em fases anteriores da operação.

Por determinação do Supremo Tribunal Federal, agentes federais cumpriram mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais. Além do dinheiro encontrado no compartimento disfarçado de livro, os policiais também apreenderam relógios de luxo e outros valores em espécie durante as diligências.

De acordo com a Polícia Federal, esta fase da investigação busca esclarecer a origem e a movimentação de recursos encontrados em etapas anteriores da apuração. Em dezembro de 2025, durante uma das fases da operação, agentes apreenderam cerca de R$ 470 mil em dinheiro vivo em um endereço ligado a Sóstenes Cavalcante. Na ocasião, o deputado afirmou que os valores eram provenientes da venda de um imóvel, versão que continua sendo analisada pelos investigadores.

As investigações apuram suspeitas de utilização de contratos de locação de veículos para justificar despesas custeadas com recursos da cota parlamentar. Segundo a PF, empresas e particulares teriam sido usados para conferir aparência de legalidade à movimentação dos recursos públicos investigados.

Os investigadores também apuram possíveis crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa, além de suspeitas de ocultação ou destruição de provas ao longo das investigações. Até a publicação da reportagem original, a Polícia Federal ainda não havia divulgado o valor total apreendido dentro do livro falso nem concluído a contagem do dinheiro encontrado na operação.

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Gazeta de Varginha

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