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PF investiga entrada de bagagens sem fiscalização em voo com autoridades

  • há 4 dias
  • 2 min de leitura
Reprodução
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A Polícia Federal investiga a entrada no Brasil de bagagens que não passaram por fiscalização em um voo que transportava autoridades, entre elas o senador Ciro Nogueira e o presidente da Câmara, Hugo Motta. O caso envolve a suspeita de que um auditor da Receita Federal tenha permitido a liberação de volumes sem inspeção, o que pode configurar crimes como prevaricação e descaminho.

De acordo com a investigação, cinco volumes levados pelo piloto José Jorge de Oliveira Júnior entraram no país sem passar por raio-X na noite de 20 de abril de 2025. O voo retornava de uma viagem à ilha de São Martinho e foi realizado em um avião particular de Fernando Oliveira Lima, apontado como operador de plataformas de apostas.

Além de Hugo Motta e Ciro Nogueira, estavam a bordo os deputados Dr. Luizinho e Isnaldo Bulhões, bem como outras pessoas, incluindo o ex-vereador Victor Linhares. A presença de autoridades com foro privilegiado levou o caso ao Supremo Tribunal Federal, que deverá decidir sobre a competência para analisar o processo, após manifestação da Procuradoria-Geral da República.

A Polícia Federal afirma que não é possível determinar a quem pertenciam os volumes nem o conteúdo das bagagens. O delegado responsável apontou que o avanço das investigações pode indicar envolvimento de autoridades em condutas ilícitas, motivo pelo qual considerou necessário submeter o caso ao Judiciário.

Imagens do circuito de segurança do aeroporto mostram que o piloto passou inicialmente pelo raio-X com duas bagagens e, minutos depois, retornou com sete volumes, contornando o pórtico de detecção de metais sem submetê-los à inspeção. A análise também indica que o auditor fiscal acompanhou a movimentação e permitiu a passagem dos itens sem fiscalização.

Registros dos agentes de proteção da aviação civil apontam ainda que, durante o mesmo desembarque, houve descumprimento de procedimentos, com a permanência de garrafas e eletrônicos dentro das bagagens durante a inspeção, o que pode indicar irregularidades mais amplas.

O piloto afirmou que os volumes eram itens pessoais e que o desembarque ocorreu dentro dos procedimentos normais. Já Hugo Motta declarou que cumpriu todos os protocolos legais e aguardará manifestação da Procuradoria-Geral da República. Outros envolvidos foram procurados, mas não responderam ou não se manifestaram até a publicação da reportagem.

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Gazeta de Varginha

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