top of page
1e9c13_a8a182fe303c43e98ca5270110ea0ff0_mv2.gif

PF nega influência eleitoral em investigação sobre fraudes no INSS

  • há 22 minutos
  • 2 min de leitura
Reprodução
Reprodução


A Polícia Federal negou que haja qualquer influência eleitoral ou política na condução das investigações sobre as fraudes bilionárias envolvendo descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A manifestação ocorreu após questionamentos levantados nos últimos meses sobre o andamento do inquérito e mudanças ocorridas na condução das apurações.

Segundo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, a investigação segue critérios exclusivamente técnicos e tem obedecido ao trâmite regular adotado pela corporação em operações complexas e de grande porte. Ele afirmou que a prioridade da instituição é garantir a qualidade das provas e a efetividade das diligências realizadas.

A declaração ocorreu após a Polícia Federal solicitar nesta semana a prorrogação do inquérito que apura o esquema de fraudes no INSS. De acordo com a corporação, a ampliação do prazo é necessária devido ao volume de informações analisadas e à complexidade das movimentações financeiras investigadas.

Nos últimos meses, setores da oposição e integrantes do meio político passaram a questionar possíveis impactos eleitorais da investigação, especialmente após mudanças na coordenação de parte dos inquéritos relacionados ao caso. A troca de delegados e o avanço das apurações envolvendo pessoas próximas ao ambiente político ampliaram o debate sobre eventual interferência na condução dos trabalhos.

A Polícia Federal, entretanto, afirma que alterações em equipes de investigação fazem parte da rotina administrativa da instituição e não representam qualquer tentativa de direcionamento político das apurações. Segundo a corporação, operações mais complexas frequentemente exigem reorganizações internas e redistribuição de recursos humanos e técnicos.

O esquema investigado envolve suspeitas de descontos indevidos aplicados sobre aposentadorias e pensões de beneficiários do INSS, além de possíveis crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa. As investigações são conduzidas pela Polícia Federal em conjunto com outros órgãos de controle e fiscalização.

A corporação sustenta que a continuidade das diligências e a prorrogação do inquérito são medidas necessárias para aprofundar a análise das provas já reunidas e identificar todos os eventuais responsáveis pelos desvios investigados.

Gazeta de Varginha

bottom of page