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PF prende líderes de contrabando de ouro e criador de suposto país independente

  • 21 de set. de 2023
  • 2 min de leitura

Reprodução

A Polícia Federal deflagrou na manhã da última quarta-feira (20), a Operação Emboabas, com o objetivo de desarticular esquemas criminosos envolvendo mineração ilegal de ouro, com envio do minério para Europa. A Justiça mandou bloquear e sequestrar bens no montante total de mais de R$ 5,7 bilhões.
Os agentes cumpridos dois mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca, além de outras medidas cautelares em Manaus (AM), Anápolis (GO), Ilha Solteira (SP), Uberlândia (MG), Areia Branca (RN), Ourilândia do Norte (PA), Tucumã (PA) e Santa Maria das Barreiras (PA).
A investigação começou após a prisão em flagrante de uma pessoa que transportava 35 kg de ouro e pretendia entregar a dois norte-americanos, sócios de uma empresa em Nova York.
Investigadores descobriram que a organização criminosa compra ouro de terras indígenas e retira de leitos de rios com o uso de dragas. Por meio de fraude, declara que o ouro foi extraído em permissões de lavra garimpeira regularmente constituídas.
Também foi identificado que o alvo principal da operação desta quarta "esquenta" o ouro por meio de um austríaco que se naturalizou brasileiro e afirma ter mais de mais R$ 20 bilhões em barras de ouro em um suposto país independente criado por ele.
Os investigados responderão pelos crimes de usurpação de bens da União, organização criminosa, lavagem de dinheiro, extração ilegal do ouro, contrabando, falsidade ideológica, receptação qualificada e outros tipos penais.
PF prende líderes de contrabando de ouro da Venezuela e de terras Yanomami
Em outra operação, também deflagrada nesta quarta e denominada Eldorado, a PF prendeu suspeitos de liderarem um esquema de contrabando e venda de ouro extraído de garimpos ilegais na Terra Indígena (TI) Yanomami e em em território amazônico da Venezuela. A suspeita é que os criminosos movimentaram quase R$ 6 bilhões com a mineração ilegal.
Agentes cumpriram dois mandados de prisão preventiva e 40 de busca e apreensão em Roraima, no Amazonas, em Goiás e no Distrito Federal na denominada Operação Eldorado. As ordens foram expedidas pela 4ª Vara Federal de Boa Vista (RR).
A equipe de O TEMPO em Brasília apurou que um dos presos nesta quarta é Airel Silva Magalhães. Morador de Boa Vista, o empresário suspeito de intermediar a saída do ouro ilegal das TIs Yanomami. Ele usava a empresa MF Soluções Empresariais para fazer a retirada do minério, de acordo com a PF.
Já em Anápolis, agentes prenderam Brubeyk do Nascimento, apontado como negociador do ouro extraído em garimpos ilegais nas TIs Yanomami e teria montado um esquema de remessas para o exterior.
O esquema envolvia o contrabando de ouro venezuelano, o qual entrava clandestinamente no Brasil como pagamento pela exportação de alimentos por mercados de Roraima e do Amazonas.
Transportadoras contratadas escondiam no interior de caminhões o ouro contrabandeado, que entravam em Roraima sem os procedimentos necessários e pagamento de tributos.
O minério era comprado por outros integrantes do esquema e enviado para empresas do ramo de exploração de minério aurífero, responsáveis por concretizar o pagamento aos supermercados e às distribuidoras de alimentos.
Além dos mandados de prisão e buscas, a Justiça também determinou a indisponibilidade de ativos financeiros, veículos e aeronaves dos investigados.
Fonte: O Tempo

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