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Polo aeronáutico de Itajubá cresce, mas cidade ainda perde profissionais qualificados

  • 30 de jun.
  • 2 min de leitura
Reprodução
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Reconhecida como um dos principais polos da indústria aeronáutica do Brasil, Itajubá, no Sul de Minas, reúne 44 empresas do setor, gera cerca de cinco mil empregos diretos e movimenta aproximadamente R$ 1,4 bilhão por ano. Apesar da expansão da atividade, a cidade ainda enfrenta um desafio: o mercado local não consegue absorver todos os profissionais especializados formados pelas instituições de ensino do município.
O crescimento do segmento impulsionou startups, fortaleceu o ambiente de inovação e ampliou a oferta de cursos voltados à engenharia aeronáutica. Ainda assim, muitos recém-formados deixam Itajubá em busca de oportunidades em outros polos industriais.
A estudante Camila Milene Quintiliano Luz, que cursa o último período de Engenharia Aeronáutica, afirmou que ainda não conseguiu uma oportunidade na área na cidade. "Não consegui emprego na área aqui na região. A área é considerada fechada e, infelizmente, mais difícil para mulheres", relatou.
Grande parte desse desenvolvimento está ligada à Universidade Federal de Itajubá (Unifei). O curso de Engenharia Mecânica com Ênfase em Aeronáutica já formou mais de 200 engenheiros e, nos últimos cinco anos, registrou média de 26 novos profissionais por ano, com empregabilidade próxima de 79%. Dos 137 ex-alunos acompanhados pela universidade, 74 atuam nos setores aeronáutico e aeroespacial.
Segundo o coordenador do curso, Yohan Alí Díaz Méndez, a formação acompanha a evolução tecnológica, mas o número de empresas instaladas em Itajubá ainda limita a absorção da mão de obra especializada.
"Buscamos formar profissionais com visão sistêmica, preparados para acompanhar a evolução tecnológica. O que acontece é que o número de empresas do ramo aeronáutico na cidade ainda é limitado", afirmou.
Para Maurício Bittencourt, diretor da Inovai, a cidade historicamente forma mais profissionais do que consegue empregar. Segundo ele, o desafio é transformar o crescimento do polo aeronáutico em novas oportunidades de trabalho, reduzindo a saída de profissionais qualificados e fortalecendo a economia regional.
Enquanto amplia sua relevância nacional na formação de engenheiros e no desenvolvimento tecnológico, Itajubá busca criar condições para que os talentos formados no município possam construir suas carreiras na própria cidade.

Gazeta de Varginha

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