Polícia aponta que mulher encontrada morta em Mato Grosso foi queimada viva após recusar relação sexual
10 de jun.
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Reprodução
Josivany Borges de Amorim Rodrigues, de 45 anos, foi assassinada em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, e, segundo a Polícia Civil de Mato Grosso, foi queimada ainda com vida após recusar manter relações sexuais com o suspeito do crime. A informação foi divulgada pela delegada Jéssica Cristina de Assis, responsável pelas investigações do caso.
De acordo com a investigação, Gabryel Junio de Almeida Dirceu, de 20 anos, foi preso na segunda-feira (8) como principal suspeito do feminicídio. A polícia informou que ele confessou o crime e relatou que havia consumido drogas com a vítima em uma residência abandonada. Em determinado momento, Josivany teria desistido do encontro sexual, o que teria provocado a reação violenta do suspeito.
Segundo a delegada, imagens e depoimentos reunidos durante a apuração indicam que a vítima foi empurrada para uma área de vegetação, onde sofreu agressões fatais. A investigação também aponta que o suspeito tentou ocultar o crime, trocando de roupa e descartando peças utilizadas no momento da ação.
O corpo de Josivany foi encontrado no dia 1º de junho, parcialmente carbonizado, em um terreno baldio no bairro Centro-Sul, em Várzea Grande, após uma equipe do Corpo de Bombeiros ser acionada para combater um incêndio no local. Além das marcas de queimaduras, foram constatadas lesões na região da cabeça e indícios de tentativa de ocultação do cadáver.
Durante entrevista coletiva, a delegada Jéssica Assis afirmou que o caso evidencia a dificuldade enfrentada por muitas mulheres em terem suas decisões e sua autonomia respeitadas. Segundo ela, a vítima foi punida por exercer a própria vontade ao se recusar a prosseguir com a relação sexual.
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