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Polícia Civil bloqueia R$ 21 milhões de casal suspeito de aplicar golpes com jogos online em Minas

  • 12 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura
Polícia Civil bloqueia R$ 21 milhões de casal suspeito de aplicar golpes com jogos online em Minas
Divulgação
Casal de influenciadores é alvo de operação da Polícia Civil por envolvimento com jogos ilegais em Belo Horizonte.

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, na manhã desta terça-feira (11/11), uma operação que teve como alvos um casal de influenciadores digitais investigado por envolvimento em jogos de azar ilegais e outros crimes, entre eles associação criminosa, estelionato, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e crimes contra o consumidor.

Durante a ação, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão, sendo dois em imóveis ligados aos investigados e sete em veículos. Policiais civis apreenderam automóveis, celulares e diversos documentos.

A Justiça também determinou o sequestro de aproximadamente R$ 21 milhões em bens, incluindo 16 imóveis, sete veículos e valores em contas bancárias.

Esquema de manipulação e ostentação nas redes
Segundo as investigações, o casal utilizava suas redes sociais para divulgar jogos online ilegais, atraindo principalmente pessoas em situação de vulnerabilidade com a promessa de ganhos rápidos e altos lucros.

Para dar aparência de sucesso, os influenciadores exibiam uma vida de luxo e publicavam vídeos com supostos prêmios e resultados positivos, obtidos em plataformas de demonstração — sem qualquer valor real. O objetivo, conforme apuração policial, era convencer seguidores a investir dinheiro em jogos controlados pelos próprios suspeitos.

Jogos ilegais e manipulação de algoritmos
A PCMG identificou que o jogo promovido pelo casal possuía estética infantil e dinâmica viciante, o que estimulava o engajamento e dificultava o abandono da prática. Os algoritmos da plataforma, no entanto, garantiam lucros apenas aos operadores, impossibilitando ganhos reais para os participantes.

Ainda conforme a polícia, o esquema contava com a participação de outros influenciadores e operadores, além de empresas estrangeiras responsáveis por hospedar as plataformas fora do Brasil, em países como Malta.

Diferente das apostas esportivas regulamentadas, esses jogos são considerados ilegais no país por dependerem exclusivamente da sorte e operarem sem transparência ou autorização dos órgãos competentes.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos e o caminho do dinheiro movimentado pelo grupo.
Fonte: PCMG

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Gazeta de Varginha

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