Polícia Civil orienta como prevenir e identificar abusos sexuais contra menores
17 de mai. de 2023
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Foto: POLÍCIA CIVIL / DIVULGAÇÃO
Na véspera do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes, que será lembrado nesta quinta-feira (18 de maio), a Polícia Civil promoveu em Belo Horizonte uma nova fase da operação Caminhos Seguros, que faz parte da campanha Maio Laranja. Cinco suspeitos condenados por abuso sexual contra menores acabaram presos durante o cumprimento de oito mandados de prisão, nesta quarta-feira (17). A instituição segue em busca dos outros três suspeitos que estão foragidos.
As prisões aconteceram em diversos bairros da capital, nas regionais Centro-Sul, Barreiro e Noroeste. A delegada Thalita Caldeira, da Delegacia Especializada de Proteção e Orientação à Criança e ao Adolescente (Depca) destacou que, um ponto em comum entre os oito casos alvos da operação é que os suspeitos tinham algum vínculo com as vítimas.
"Eram vizinhos, cunhados, padrastos ou outros familiares próximos. Pessoas que deveriam cuidar e proteger elas. Chama a atenção o quanto estas vítimas estão vulneráveis até dentro da própria casa. Pesquisas indicam que 80% dos abusos sexuais contra crianças e adolescentes são praticados por pessoas com algum vínculo com a vítima", pontuou.
Ainda segundo a delegada, a principal forma de prevenção é o diálogo com as crianças e adolescentes, criando um "ambiente" e um vínculo fortes o suficiente para que eles se sintam seguros e encorajados a denunciar. Além disso, é importante conversar com crianças e adolescentes sobre o que é abuso sexual, ensinando que existem partes do corpo que são íntimas e que eles devem dizer “não” caso alguém queira tocar nelas.
"Outro ponto que a gente precisa chamar atenção é que, geralmente, as vítimas apresentam mudanças comportamentais bastante evidentes. Precisamos estar alertas a estes sinais. Às vezes, elas não conseguem expor a situação, mas elas dão dicas, falam de outra forma", orienta Thalita.
Em um dos casos apurados nesta quarta, por exemplo, o abuso foi descoberto após a mãe perceber que a filha estaria se automutilando. "O sofrimento era tão grande que ela começou a machucar o próprio corpo. A mãe começou a verificar e descobriu que ela era abusada pelo padrasto", destacou a delegada.
Suspeitos criaram vínculo virtual
A policial lembrou ainda que parte dos abusadores alvo da operação teriam iniciado um vínculo com a criança de forma virtual, por meio de mensagens no celular, pedindo fotos dos menores nus. "Fica o alerta para que os adultos monitorem as conversas e as mensagens enviadas e recebidas nas redes sociais" finalizou.
Todas as dicas para identificar e os meios de denunciar estes crimes podem ser verificados em uma cartilha da Polícia Civil, que está disponível clicando AQUI.
Confira outras dicas da Polícia Civil:
COMO IDENTIFICAR AS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA FÍSICA, PSICOLÓGICA E SEXUAL?
Dificuldades escolares;
Depressão
Distúrbios do sono e do apetite
Automutilação e tentativa de suicídio
Presença injustificada de lesões
Aparência descuidada
Fuga de casa
Agressividade e isolamento social
Comportamento inadequado para a idade
Doenças sexualmente transmissíveis
Dor ou inchaço nas áreas genital ou anal
COMO ABORDAR CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM SUSPEITAS DE ABUSOS?
Estabeleça um vínculo de confiança com a criança
Crie um ambiente no qual a criança se sinta segura, e se for preciso verbalize com calma, demonstrando que ela pode confiar e falar sobre qualquer coisa, mesmo que possa parecer algo errado.
Tente manter a calma. É normal se sentir perdido e apavorado diante de uma situação de violência. No entanto,tente manter a calma porque é muito importante não deixar que a criança perceba seu nervosismo.
Tente conversar de forma natural sobre assuntos que envolvam o corpo e a sexualidade para que a criança não se sinta reprimida e fique à vontade para falar.
Evite perguntas diretivas. Dê preferência a perguntas abertas, do tipo que a criança possa optar entre duas ou mais possibilidades. Permita que a criança fale espontaneamente dos fatos.
LEMBRE-SE: as crianças, principalmente em idades menores, podem dar respostas que acreditam ser o que os pais ou outro adulto esperam receber.
Perguntas diretivas ou fechadas, do tipo “Foi essa ou aquela pessoa que fez isso ou aquilo com você?” podem distorcer as experiências vivenciadas ou mesmo gerar “memórias” de fatos que não existiram, a partir de sugestões involuntárias de adultos. Então, se não se sentir seguro e à vontade para ter essa conversa com a criança, o melhor é não questioná-la e procurar os órgãos de proteção
SUAS SUSPEITAS FORAM CONFIRMADAS? E AGORA?
Sempre acredite na vítima, sem culpá-la.
Afaste a vítima do agressor para evitar novos abusos.
Denuncie em uma delegacia de Polícia Civil.
Comunique o fato ao Conselho Tutelar de sua cidade.
Ofereça atendimento médico e psicológico à vitima.
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