Polícia Civil realiza operação contra integrantes do Comando Vermelho no Complexo do Lins
há 46 minutos
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou, na manhã desta sexta-feira, uma operação no Complexo do Lins, na Zona Norte da capital, contra integrantes do Comando Vermelho e suspeitos de participação em golpes financeiros. A ação teve como objetivo cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra investigados ligados à organização criminosa.
A operação foi coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE), com apoio da 26ª Delegacia de Polícia, de Todos os Santos. Blindados e helicópteros participaram da ação, e houve registros de tiroteios na região durante o avanço das equipes policiais.
Segundo as investigações, o núcleo alvo da operação é apontado como responsável pelo controle armado da comunidade e pela prática de crimes como tráfico de drogas, roubos de veículos, assaltos a pedestres, invasões a residências, ataques a instituições bancárias e extorsões.
As autoridades informaram que os investigados utilizavam um sistema de monitoramento para acompanhar em tempo real a movimentação das forças de segurança. As informações sobre viaturas, blindados e aeronaves policiais eram compartilhadas em grupos restritos para auxiliar a atuação da organização criminosa.
A Polícia Civil afirmou que a estrutura investigada possuía divisão de funções e atuação permanente voltada à manutenção do domínio territorial do Comando Vermelho no Complexo do Lins. O objetivo da ofensiva foi atingir o núcleo operacional da facção que atua na região.
Paralelamente, agentes também cumpriram mandados contra integrantes de uma quadrilha investigada pelo golpe da falsa central telefônica. A investigação foi conduzida em conjunto pela 26ª DP e pela Polícia Civil do Piauí, apurando a atuação de criminosos que se passavam por funcionários do setor de segurança de bancos.
De acordo com os investigadores, os suspeitos informavam falsos problemas nas contas bancárias das vítimas e induziam o contato com uma central clandestina controlada pelo grupo. A partir disso, conseguiam acesso a aplicativos financeiros e realizavam transferências e outras operações fraudulentas. Até a atualização mais recente das informações, um homem havia sido preso durante a operação.
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