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Polícia Civil realiza procedimento inédito para inutilização de lança-perfume e solventes apreendidos

  • 15 de jan.
  • 2 min de leitura
Polícia Civil realiza procedimento inédito para inutilização de lança-perfume e solventes apreendidos
Divulgação
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) realizou, na quarta-feira (14/1), um procedimento inédito para a destruição de drogas inalantes apreendidas em operações policiais. A ação ocorreu no Centro de Treinamento da Polícia Civil (CTA), em Sabará, e marcou a primeira utilização da técnica de explosão controlada para esse tipo de material no estado.

A operação foi coordenada pelo Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico (Denarc), com apoio da Coordenadoria de Operações Especiais (COE), por meio do Setor Explosivista Policial, e do Instituto de Criminalística (IC). Ao todo, foram destruídos 1.525 frascos de drogas inalantes, como lança-perfume e solventes pressurizados.

De acordo com o chefe do Denarc, delegado-geral Rodrigo Bustamante, a iniciativa representa um avanço técnico e operacional. Ele destacou que o departamento é responsável por esse tipo de procedimento, conforme prevê a Resolução nº 8.004/2018 da PCMG. Segundo o delegado, a nova modalidade garante mais segurança ambiental e aos servidores envolvidos, reduzindo significativamente os riscos durante a inutilização dessas substâncias altamente voláteis e inflamáveis.

O procedimento foi realizado em uma cava preparada especialmente para a operação, seguindo protocolos rigorosos de segurança que impediram a propagação de fogo, vapores tóxicos e a projeção de destroços. A adoção da técnica ocorreu após tratativas com órgãos competentes e alinhamento institucional, respeitando a legislação vigente e os protocolos ambientais.

O chefe da Divisão de Laboratório do Instituto de Criminalística, Pablo Alves Marinho, ressaltou a importância da atuação integrada entre as equipes. Segundo ele, o planejamento cuidadoso do novo procedimento garantiu controle total da ação, minimizando riscos e assegurando a integridade dos profissionais envolvidos em uma operação considerada de alta complexidade.

Já o chefe do Setor Explosivista Policial da COE, investigador Eber Alexandre, explicou que, devido ao grande volume de material, os inalantes foram divididos em porções menores e distribuídos no interior da cava, com o uso de explosivos específicos. Conforme relatado, o resultado foi satisfatório, sem registro de qualquer risco para os participantes da operação.

A destruição de entorpecentes é prevista na legislação brasileira e depende de autorização judicial, com acompanhamento do Ministério Público, da Vigilância Sanitária e registro formal. No caso das drogas inalantes, a explosão controlada é considerada uma medida excepcional, adotada quando métodos como incineração industrial ou neutralização química não são tecnicamente adequados.
Para Rodrigo Bustamante, a iniciativa coloca a PCMG em alinhamento com as melhores práticas de segurança, reforçando o compromisso institucional com a proteção dos agentes públicos, da população e do meio ambiente.
Fonte: PCMG

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Gazeta de Varginha

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