Polícia de SP faz operação contra bets ilegais e investiga esquema com bloqueio de até R$ 154 milhões
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A Polícia Civil de São Paulo realizou nesta terça-feira (13) a Operação Disque 151 contra operadores de duas plataformas clandestinas de apostas on-line suspeitas de envolvimento em fraudes financeiras. A ação resultou na prisão de três pessoas e busca bloquear bens e valores que podem chegar a R$ 154 milhões. Segundo as investigações, o esquema pode ter prejudicado cerca de 10 milhões de pessoas.
A operação foi coordenada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), por meio da 3ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), especializada em fraudes financeiras e econômicas. Os policiais cumpriram três mandados de prisão e seis de busca e apreensão na capital paulista e em Mogi das Cruzes, na Região Metropolitana de São Paulo.
Entre os presos estão dois homens e uma mulher. Os investigados são apontados pela polícia como envolvidos na operação das plataformas. A Justiça também autorizou medidas de bloqueio patrimonial e a quebra de sigilos bancários, fiscais e telemáticos para aprofundar a apuração sobre as movimentações financeiras.
A investigação começou após o aumento das reclamações registradas no Procon-SP contra as plataformas digitais. Entre as principais queixas dos consumidores estavam problemas para receber os prêmios prometidos nos jogos e nas apostas realizadas.
O nome da operação faz referência ao Disque 151, canal de atendimento do Procon. As reclamações recebidas pelo órgão ajudaram a direcionar o trabalho policial e a apuração sobre o funcionamento dos sites.
Durante a investigação, os agentes identificaram movimentações financeiras relacionadas ao esquema que somam aproximadamente R$ 38,5 milhões. Desse total, mais de R$ 14 milhões teriam circulado em um período de apenas seis meses.
Um dos principais pontos da apuração é o método utilizado para movimentar os recursos. Segundo os investigadores, os depósitos feitos pelos usuários eram recebidos por meio de contas-bolsão, utilizadas para reunir dinheiro de diferentes origens e dificultar a identificação dos titulares.
Os valores acumulados diariamente eram transferidos para uma segunda conta-bolsão. Em seguida, o dinheiro era distribuído entre contas de pessoas físicas e jurídicas. De acordo com a investigação, essa estrutura dificultava o rastreamento dos recursos e a identificação dos beneficiários finais.
A Justiça autorizou o bloqueio de bens e valores de pessoas físicas e jurídicas investigadas, com limite estimado de até R$ 154 milhões. A medida busca impedir que o patrimônio relacionado às suspeitas seja movimentado ou ocultado durante o andamento do caso.
A operação também procura identificar outras possíveis vítimas e verificar se há mais pessoas envolvidas no esquema. As investigações continuam para esclarecer a participação de cada suspeito, rastrear o dinheiro e apurar eventuais responsabilidades criminais.
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