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Polícia diz que ataque a mineira morta em Caldas Novas durou cerca de 8 minutos

  • gazetadevarginhasi
  • há 2 horas
  • 3 min de leitura

fonte: estado de minas
fonte: estado de minas
A Polícia Civil de Goiás informou que o ataque que resultou na morte da mineira Daiane Alves de Souza, de 43 anos, pode ter ocorrido em um intervalo de aproximadamente oito minutos. Ela estava desaparecida desde 17 de dezembro, quando foi vista pela última vez ao sair do elevador no prédio onde morava, em Caldas Novas, no sul do estado.
O principal suspeito é o síndico do condomínio, Cleber Rosa de Oliveira, de 50 anos, que foi preso e confessou o crime, segundo os investigadores. O corpo da vítima foi localizado em uma área de mata a cerca de 15 quilômetros da zona urbana, às margens de uma rodovia. O local foi indicado pelo próprio suspeito após a prisão. Devido à dificuldade de acesso, houve apoio de helicóptero nas buscas.
Investigação e dinâmica do crime
O caso foi apurado pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Caldas Novas. De acordo com o delegado André Luiz Barbosa, as equipes ouviram 22 pessoas ao longo das investigações. A análise de imagens de segurança indicou que nenhuma pessoa estranha ao condomínio entrou no prédio no período do desaparecimento, reforçando a suspeita de que o autor seria alguém com acesso autorizado e conhecimento da rotina do local.
As câmeras mostram que Daiane foi surpreendida logo após sair do elevador no subsolo. A estimativa de que o crime tenha ocorrido em até oito minutos considera o intervalo entre a chegada da vítima ao local e a passagem de outra moradora pelo mesmo espaço, sem notar qualquer movimentação suspeita.
Prisão e provas
Segundo a Polícia Civil, ao ser confrontado com as provas, o síndico decidiu colaborar e apontou a área onde o corpo havia sido ocultado. Imagens também mostram o suspeito saindo do condomínio de carro e retornando cerca de 40 minutos depois. Os investigadores observaram que a tampa da carroceria estava fechada na saída e aberta na volta, o que levantou a suspeita de transporte do corpo.
O filho do síndico, Maykon Douglas de Oliveira, também foi preso temporariamente, suspeito de obstruir a investigação. Ele teria trocado o celular do pai após o crime e alterado imagens do sistema de segurança. A defesa informou que ainda não teve acesso completo ao inquérito.
Possível motivação
A motivação do crime, segundo a polícia, estaria ligada a conflitos na administração do condomínio. A família de Daiane é proprietária de vários apartamentos no prédio, e a corretora havia assumido a gestão de imóveis antes administrados pelo síndico. Isso teria gerado desentendimentos e disputas judiciais.
Poucos dias antes de desaparecer, Daiane havia obtido decisão favorável na Justiça, que lhe garantia acesso a áreas comuns do edifício e reconhecia irregularidades administrativas. Para os investigadores, o histórico de conflitos pode indicar premeditação.
Desaparecimento
No dia do desaparecimento, Daiane foi vista por câmeras às 18h50. Ela gravava um vídeo no elevador para mostrar um problema de energia no prédio. Após sair e retornar ao elevador, desceu até o subsolo e não foi mais vista.
Familiares afirmam que ela saiu apenas para resolver a questão da energia, sem levar pertences pessoais, e deixou a porta do apartamento aberta. O carro dela estava em uma oficina. O corpo foi encontrado em avançado estado de decomposição e passou por exames no Instituto Médico Legal (IML).
O síndico é investigado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O filho dele responde por suspeita de obstrução. As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do caso.

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Gazeta de Varginha

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