top of page
1e9c13_a8a182fe303c43e98ca5270110ea0ff0_mv2.gif

Postura de Trump sobre Flávio Bolsonaro frustra aliados que esperavam sanções contra ministros do STF e concessão de asilo

há 1 hora
2 min de leitura
Divulgação
Divulgação


A postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, frustrou aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que esperavam uma reação mais contundente da Casa Branca depois que o parlamentar deixou o Brasil e se estabeleceu temporariamente nos Estados Unidos.

Entre as principais expectativas do grupo estava a retomada das sanções previstas na Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Aliados de Flávio defendiam a aplicação das medidas sob o argumento de que o senador estaria sendo alvo de perseguição política.

A insatisfação aumentou especialmente depois que Moraes determinou a entrega dos passaportes de Flávio apenas sete minutos após uma decisão judicial relacionada ao caso envolvendo o parlamentar.

O grupo também chegou a cogitar a aplicação de sanções contra o ministro Cristiano Zanin, também integrante do STF, em razão da prorrogação do horário de votação durante o dia das eleições brasileiras. Entretanto, essa possibilidade poderia gerar uma contradição política, já que o próprio Partido Liberal (PL) havia solicitado a ampliação do horário de votação.

Expectativa de asilo político não se concretizou

Outra possibilidade considerada pelos aliados era a concessão de asilo político a Flávio Bolsonaro. Até o momento, porém, o senador possui apenas uma autorização de permanência temporária nos Estados Unidos, sem reconhecimento formal de sua condição de asilado.

Trump chegou a declarar que Flávio poderia permanecer no território americano pelo "tempo que quiser", mas não anunciou qualquer concessão oficial de asilo político.

A frustração também foi ampliada depois que o presidente norte-americano afirmou não ter planos de se encontrar com o senador. A declaração foi interpretada pelo grupo próximo ao parlamentar como um sinal de que o apoio esperado de Washington não estava sendo concretizado.

O contraste ficou ainda mais evidente quando Trump declarou manter uma boa relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vencedor das eleições presidenciais brasileiras.

Para os aliados de Flávio, a disposição do presidente americano em preservar o relacionamento com Lula ficou aquém das expectativas de apoio político que haviam sido depositadas na administração republicana.

Eleições americanas influenciam postura de Trump

A avaliação sobre o comportamento de Trump também considera as prioridades internas dos Estados Unidos. Na terça-feira (3), os americanos participaram das eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, que definem a composição da Câmara dos Representantes e parte do Senado.

A disputa pelo controle do Congresso ocorre em um momento de preocupação dos eleitores com a inflação, o custo de vida e os rumos da economia americana.

Nesse cenário, Trump enfrenta desafios domésticos que exigem atenção da Casa Branca. Ampliar o confronto com o governo brasileiro poderia representar mais um desgaste político para o presidente, especialmente em um período de disputa eleitoral interna.

A manutenção de uma relação positiva com Lula, portanto, também faz parte do contexto que ajuda a explicar a postura mais cautelosa do governo americano diante do caso de Flávio Bolsonaro.

Enquanto aliados do senador esperavam medidas mais duras contra integrantes do Judiciário brasileiro e uma manifestação mais explícita de apoio político, Trump sinalizou que pretende preservar sua relação com o governo brasileiro, sem anunciar o asilo esperado nem um encontro com o parlamentar.

Comentários


bottom of page