Prefeito de Cássia denuncia possível sabotagem em veículo oficial e tentativa de acesso à prefeitura
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A Polícia Civil de Minas Gerais e a Prefeitura de Cássia apuram se houve tentativa de burlar o sistema de reconhecimento facial instalado no prédio da administração municipal no último fim de semana. Na segunda-feira (9), o prefeito Donizete Vilela, do Cidadania, registrou boletim de ocorrência após suspeitar de sabotagem no sistema de freios do veículo oficial utilizado por ele diariamente.
Segundo o prefeito, na madrugada de domingo houve registros de tentativas de acesso ao prédio da prefeitura. “Domingo de madrugada na prefeitura houve algumas intercepções de acesso. Lá tem reconhecimento facial, e teve acesso negado três vezes na noite de sábado para domingo”, afirmou.
De acordo com o relatório da Polícia Militar, Vilela relatou que, por volta das 10h de segunda-feira (9), ao ligar o veículo e acionar o pedal de freio, percebeu que o sistema estava completamente inoperante. A caminhonete permanecia estacionada desde as 15h de sábado (7), nas dependências da prefeitura.
Diante da falha e da suspeita de possível sabotagem, o prefeito decidiu não encaminhar o veículo à oficina da própria prefeitura. Ele acionou dois servidores municipais e, juntos, levaram a caminhonete até uma oficina particular, com o objetivo de evitar qualquer interferência ou suspeita interna. Conforme consta na ocorrência policial, a decisão foi motivada pelo receio de que alguém com acesso ao pátio pudesse estar envolvido no eventual dano.
Na oficina, o mecânico informou ter identificado três pontos de corte no cabeamento do sistema de freios, todos com características compatíveis com o uso de alicate, além de vazamento de fluido, o que teria provocado a perda total da frenagem. Segundo ele, as marcas encontradas não são compatíveis com desgaste natural, colisão ou outro tipo de causa acidental.
O prefeito detalhou o momento em que o problema foi constatado. “Quando eu cheguei, o mecânico falou que estava faltando óleo. Eu disse que não, que devia ter alguma coisa anormal, porque o carro é novo, está com apenas 14 mil quilômetros rodados. Aí o mecânico colocou a caminhonete na rampa e já detectou que tinham tentado cortar o flexível. Como o flexível tem cabo de aço, a pessoa teve dificuldade para cortar e acabou usando, não sei se uma faca, mas algo que furou o cano.”
Vilela afirmou ainda que ele e o mecânico já prestaram depoimento à Polícia Civil e que também busca apurar internamente o caso na prefeitura, mas, até o momento, não há resultados conclusivos sobre a autoria ou motivação do ocorrido.