Presidente da Colômbia acusa Equador de bombardear território colombiano na fronteira
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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, acusou o Equador de realizar bombardeios em território colombiano na região de fronteira entre os dois países. A declaração foi feita durante uma reunião ministerial, em meio ao aumento das tensões diplomáticas e de segurança entre Bogotá e Quito.
Segundo Petro, autoridades colombianas identificaram a presença de um artefato explosivo que teria sido lançado a partir do lado equatoriano. O presidente afirmou que a situação levanta suspeitas de uma ação militar externa e destacou que o episódio ainda precisa ser investigado com mais profundidade para esclarecer as circunstâncias.
O mandatário também ressaltou que o possível ataque não teria sido realizado por grupos armados ilegais, o que aumenta a gravidade da acusação. Ele afirmou que há indícios suficientes para preocupação imediata e que o caso representa uma possível violação da soberania colombiana.
Além disso, Petro alertou que o explosivo encontrado estaria ativo, representando risco à população e às autoridades locais. Ele indicou que não se trata de um episódio isolado, mencionando a ocorrência de outras explosões na região de fronteira.
A denúncia ocorre em um contexto de deterioração das relações entre Colômbia e Equador. Nos últimos meses, os dois países já vinham enfrentando atritos, incluindo disputas comerciais e divergências sobre estratégias de combate ao narcotráfico na região fronteiriça.
O presidente colombiano também mencionou a intenção de solicitar apoio internacional, incluindo a interlocução com os Estados Unidos, para evitar uma escalada do conflito. A situação reforça o clima de tensão diplomática entre os dois países sul-americanos.
Por outro lado, o presidente do Equador, Daniel Noboa, nega as acusações e afirma que operações militares do país ocorrem exclusivamente dentro de seu próprio território, direcionadas ao combate de grupos criminosos ligados ao narcotráfico.
O episódio amplia a crise entre os dois países e mantém o cenário de incerteza na região, com possibilidade de novos desdobramentos diplomáticos e investigações sobre o caso.
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