top of page
1e9c13_a8a182fe303c43e98ca5270110ea0ff0_mv2.gif

Primeira etapa da restauração da Igreja Matriz de Delfinópolis preserva patrimônio histórico

  • 30 de jun.
  • 2 min de leitura

Reprodução
Reprodução
A primeira etapa da restauração da Igreja Matriz de Delfinópolis, no Sul de Minas, foi concluída com a recuperação da estrutura do teto, considerada a fase mais urgente da obra. A intervenção eliminou o risco de desabamento do forro, garantindo mais segurança aos fiéis e preservando um dos principais patrimônios históricos e religiosos do município. Além do reforço estrutural, os trabalhos avançam na recuperação das pinturas executadas em 1945 pelo artista Alberto Ferrante, preservando características originais que fazem parte da história da igreja. Segundo a restauradora Jéssica Gomes, a recuperação da estrutura exigiu um trabalho técnico delicado para manter as características originais da construção. "Foi feito um trabalho minucioso de amarramento desse teto. Na técnica em estuque, nós passamos arames para depois amarrar na parte de cima, onde foi feita uma estrutura dentro desse forro", explica. Pinturas históricas passam por restauração especializada Paralelamente ao reforço estrutural, especialistas realizam a restauração das obras de arte presentes no interior da igreja. O processo envolve pesquisas históricas e técnicas específicas para garantir que cada intervenção preserve a identidade do trabalho original. Segundo Jéssica Gomes, o objetivo não é recriar as pinturas, mas conservar a obra respeitando a concepção do artista.
"Primeiro, a gente precisa fazer um levantamento histórico, entender o que o artista quis quando ele fez, porque nós não podemos ser artistas; nós somos restauradores e precisamos respeitar essa originalidade da obra", afirma. A profissional destaca que os materiais utilizados na recuperação são diferentes dos originais, permitindo identificar futuramente quais trechos pertencem à restauração e quais permanecem preservados desde a execução inicial. Para o pároco da Igreja Matriz, padre Francisco Ferreira, a conclusão da primeira etapa representa mais do que uma intervenção física. Segundo ele, a obra preserva um importante patrimônio histórico e também a memória religiosa construída ao longo das gerações. O sacerdote lembra que parte do estuque já havia cedido em 2025, aumentando a preocupação com a segurança da estrutura e reforçando a necessidade da restauração

Gazeta de Varginha

bottom of page