Prisão no caso Master vira estratégia do governo Lula para endurecer discurso contra corrupção
há 4 dias
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A prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, na nova fase da Operação Compliance Zero, passou a ser utilizada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como base para reforçar um discurso de combate ao crime organizado, à corrupção e aos chamados crimes de “colarinho branco”. A operação investiga fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master.
Segundo a apuração, a estratégia do governo é repetir esse discurso ao longo da pré-campanha de reeleição, buscando afastar a gestão federal dos escândalos envolvendo o Banco Master e o INSS. A intenção é destacar a atuação independente da Polícia Federal e de órgãos de controle responsáveis pela investigação.
A preocupação dentro do governo é que a oposição consiga associar os casos ao presidente e ampliar o desgaste político em ano eleitoral. Além disso, há o objetivo de antecipar possíveis impactos negativos decorrentes de desdobramentos das investigações ainda em andamento.
Após a prisão de Paulo Henrique Costa e do advogado Daniel Monteiro, apontado como operador da estrutura de ocultação de patrimônio, o Ministério da Justiça e Segurança Pública convocou uma entrevista coletiva. A iniciativa foi orientada pela Secretaria Especial de Comunicação do governo, comandada pelo ministro Sidônio Palmeira.
A coletiva contou com a presença de dois diretores da Polícia Federal e teve como objetivo reforçar a narrativa adotada pelo governo e testar a linha de discurso que será utilizada na campanha. O ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, afirmou que não haverá “espetacularização” nem omissão e que as ações seguirão os ditames legais.
A realização da coletiva gerou divergências entre aliados do presidente e pessoas envolvidas nas investigações. A avaliação é que novas operações, tanto do caso Master quanto do INSS, podem criar dificuldades para o Palácio do Planalto, especialmente se atingirem pessoas ligadas ao governo.
Segundo essa avaliação, após as declarações públicas feitas pelo governo, o silêncio diante de novos desdobramentos poderá ter impacto político ainda maior. A situação segue acompanhada de perto por integrantes da administração federal.
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