Produtora de Dark Horse atribui denúncias a ex-marido e ex-fornecedor
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Reprodução/Redes sociais
A produtora Karina Ferreira da Gama, responsável pela Go Up Entertainment e pela produção do filme Dark Horse, atribui as denúncias feitas contra ela a conflitos envolvendo o ex-marido e um ex-fornecedor. A empresária nega publicamente irregularidades relacionadas ao longa e registrou à polícia acusações contra antigos parceiros.
Em um boletim de ocorrência registrado em 21 de maio, na 78ª Delegacia de Polícia Civil de São Paulo, nos Jardins, Karina acusou o ex-marido de calúnia, difamação, ameaça, violência doméstica e violência psicológica contra a mulher.
Segundo o registro, ela afirmou que, após a separação, o ex-marido teria passado a fazer acusações falsas sobre supostos crimes, inclusive perante pessoas de seu meio profissional, prejudicando sua reputação. Karina também relatou ameaças, chantagens e exigências financeiras para evitar a divulgação de informações que poderiam prejudicá-la e que, segundo sua versão, acabaram se tornando públicas.
O boletim ainda menciona que a empresária relatou ofensas verbais de caráter misógino e desqualificador, além de acusações que teriam sido reforçadas por uma terceira pessoa ligada ao ex-marido.
Duas semanas depois, em 6 de junho, Karina voltou à mesma delegacia e registrou uma ocorrência por suposta violação de sigilo informático. Ela afirmou ter identificado, desde 6 de maio, acessos indevidos ao e-mail corporativo de sua empresa, que atribuiu ao ex-marido.
De acordo com o boletim, Karina alegou que informações internas obtidas por meio desses acessos teriam sido posteriormente divulgadas à imprensa e a terceiros. Mesmo após a alteração da senha, segundo o relato, as tentativas de entrada na conta continuaram, inclusive por meio de mecanismos de recuperação de senha.
A empresária também afirmou à polícia que o investigado teria tentado emitir uma nota fiscal vinculada à empresa sem autorização. Em 11 de junho, Karina conseguiu medidas protetivas da Justiça de São Paulo contra o ex-marido.
Procurado, o ex-marido informou que não se manifestaria sobre as acusações por orientação de seus advogados. Pessoas ligadas aos dois afirmam que o rompimento ocorreu após as eleições municipais de São Paulo, quando Karina decidiu apoiar a reeleição do prefeito Ricardo Nunes (MDB), enquanto o então marido apoiou Pablo Marçal (PRTB).
Além do ex-marido, Karina também suspeita que um antigo fornecedor tenha participado das denúncias feitas contra ela. Em documentos, a empresária relatou que teria sido alvo de uma tentativa de extorsão, com exigências financeiras em troca da não divulgação de acusações.
O fornecedor trabalhou com Karina em um contrato firmado pelo Instituto Conhecer Brasil, ONG presidida por ela, com a Prefeitura de São Paulo para a instalação de 5 mil pontos de internet na capital, principalmente em regiões periféricas.
À polícia, Karina relatou que, durante a execução do contrato, teriam ocorrido descumprimentos, inconsistências técnicas e administrativas e apresentação de relatórios que, segundo sua versão, não correspondiam à realidade da execução dos serviços.
Ela também afirmou que, por volta de 26 de setembro de 2025, cerca de 800 links de internet teriam sido interrompidos, afetando comunidades atendidas pelo programa. Segundo o relato, a antiga fornecedora teria tentado transferir a responsabilidade pelos problemas e adotado medidas para fortalecer sua própria versão dos fatos.
Karina afirmou ainda que o ex-fornecedor teria feito exigências financeiras de aproximadamente R$ 2,5 milhões, além de, segundo sua denúncia, exercer pressões e ameaçar expor informações à imprensa. O fornecedor foi procurado, mas não havia se manifestado até a publicação.
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