top of page
1e9c13_a8a182fe303c43e98ca5270110ea0ff0_mv2.gif

Professora assassinada em faculdade de Porto Velho distribuía chocolates e bilhetes motivacionais antes de ser morta por aluno

  • há 6 dias
  • 2 min de leitura
Reprodução
Reprodução

A professora Juliana Mattos de Lima Santiago, de 41 anos, foi morta a facadas na noite de sexta-feira (6) dentro de uma sala de aula no Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca), em Porto Velho (RO), após ter realizado momentos antes uma atividade com seus estudantes em que distribuiu chocolates e bilhetes com mensagens motivacionais. Estudantes relataram o episódio à imprensa enquanto autoridades investigam o caso.

Segundo relatos de alunos que acompanharam a aula, Juliana havia enviado um e-mail à turma dando as boas-vindas ao início do 5º período e convidado os estudantes a participarem de um quiz jurídico com perguntas sobre “prisões no Brasil”, prometendo que “quem acertasse teria uma noite mais doce”. Durante a dinâmica, ela distribuiu chocolates e também entregou bilhetes com versículos bíblicos e mensagens de incentivo aos estudantes, gesto que foi descrito por alunos como acolhedor e motivador.

Entre os vencedores da atividade estava João Cândido da Costa Junior, de 24 anos, aluno do 5º período de Direito que, conforme relatos de colegas, chegou a abraçar a professora após receber um dos bilhetes motivacionais.

Após o término da aula, João Júnior aguardou a professora ficar sozinha em uma sala e, segundo a polícia, iniciou uma discussão com ela antes de desferir facadas que atingiram o tórax e outras partes do corpo da docente. Juliana foi socorrida por estudantes e levada ao Hospital João Paulo II, mas não resistiu aos ferimentos e morreu antes de receber atendimento médico. O suspeito foi contido por um aluno que é policial militar e posteriormente preso em flagrante.

A Polícia Civil de Rondônia classifica a investigação como feminicídio e apura as circunstâncias em torno do ataque. Relatos preliminares indicam que o estudante chegou a afirmar em depoimento que ambos tiveram um relacionamento amoroso por cerca de três meses e que teria cometido o crime por motivo de vingança após discordâncias pessoais, incluindo a possibilidade de Juliana ter retomado o relacionamento com seu ex-marido — versão que, até o momento, não foi confirmada nem pela família da professora nem pelas autoridades.

Em razão do ocorrido, o Grupo Aparício Carvalho, mantenedor da instituição de ensino, suspendeu as atividades acadêmicas de 7 a 9 de fevereiro de 2026 e decretou luto institucional de três dias em homenagem à docente. A faculdade também informou que está prestando assistência à família e colaborando com as autoridades na investigação do caso.

Juliana, além de atuar como professora de Direito Penal, exercia a função de escrivã da Polícia Civil, e sua morte provocou comoção na comunidade acadêmica, entre colegas de profissão e estudantes. Organizações e entidades educacionais manifestaram pesar pelo ataque e repudiaram o assassinato, enquanto a investigação segue em andamento para esclarecer todos os detalhes do crime e esclarecer as motivações e responsabilidades envolvidas.

Comentários


Gazeta de Varginha

bottom of page