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Professora investigada por falas racistas em sala de aula presta depoimento na Polícia

  • 22 de set. de 2023
  • 2 min de leitura

Foto: Reprodução/EPTV


A professora investigada por falas preconceituosas e racistas durante aulas em uma escola de Muzambinho (MG) prestou depoimento, nesta quarta-feira (20), na Polícia Civil. A suspeita foi ouvida na delegacia por duas horas e meia pelo delegado Adnan Grava, que é o responsável pelo caso.

Com o depoimento dela, o delegado agora deve concluir o inquérito ainda esta semana. O processo tem quase 200 páginas e será encaminhado para a Justiça, que é quem deve enviar o caso para a Promotoria Pública.

A professora foi a última a ser ouvida. Além dela, ao longo das últimas duas semanas, 23 pessoas também prestaram depoimentos, entre alunos, pais e funcionários da Escola Estadual Professor Salatiel de Almeida.

Suspensa
A suspeita foi suspensa pela Secretaria de Estado de Educação (SEE). Ela havia voltado a trabalhar na semana passada, mas, agora, foi afastada temporariamente.
De acordo com a SEE, a suspensão preventiva foi publicada no final de semana. Ainda conforme a secretaria, ela foi afastada temporariamente das funções por possível descumprimento dos deveres do servidor público.
O afastamento da professora, segundo a Secretaria de Estado de Educação, é de cerca de 30 dias.

Falas preconceituosas
Segundo os alunos, a professora utiliza falar preconceituosas em sala de aula há um bom tempo. Em agosto, estudantes gravaram as falas dela durante uma aula da disciplina de "Humanidades". No áudio, ela fala de cor, raça, pessoas obesas e até deficientes.
"Hoje é muito modinha falar de racismo.. porque o prefeito feio, "entre aspas", vamos colocar assim? Não! Porque tudo que é bonito é exaltado. Cé tá entendendo? Tudo o que é bonito é exaltado", diz a professora.

E ela continua:
"Se fosse... A gente acha que é preconceito, por exemplo, gordo: gordura é feio. Tem pessoas mulatas que são bonitas, tem uns negros muito bonitos, mas você vai ver os 'traço' não ajuda, o cabelo não ajuda, entendeu? Então assim... 'cê' tem isso daí.. o deficiente, a pessoa que é deficiente, é bonito cê ver uma pessoa deficiente?", disse no trecho que circula nas redes sociais.
Devido ao retorno da professora, por se recusarem a entrar na sala de aula, estudantes estavam precisando assinar uma lista declarando que a ausência implicará na frequência. A volta da professora antes da conclusão do inquérito havia deixado alunos e pais de estudantes indignados na cidade.

Investigação do caso
Além da Polícia Civil, a Secretaria de Estado de Educação informou que a Superintendência Regional de Educação de Poços de Caldas esteve em Muzambinho e elaborou um relatório de inspeção. O documento foi encaminhado para o Núcleo Correição Administrativo, em Belo Horizonte, que vai investigar a conduta da professora.
Fonte: G1

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Gazeta de Varginha

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