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Projeto prova que agropecuária regenarativa é mais rentável para produtores

  • 21 de set. de 2023
  • 2 min de leitura

Reprodução

A agropecuária leiteira está fazendo sua parte quando o assunto é a redução da emissão de carbono na atmosfera. Um exemplo disso é o projeto Regenera, desenvolvido pela Nestlé, em parceria com a empresa Labor Rural e 150 fazendas produtoras. A iniciativa prova como as práticas da agropecuária regenerativa podem render qualidade, maior produtividade e maior rentabilidade aos produtores.
O Circuito Net Zero Nature por NINHO esteve em Carmo do Paranaíba, região do Alto Paranaíba, a 360 km de Belo Horizonte, para mostrar os exemplos bem sucedidos da agropecuária regenerativa.
O projeto apoiou a transição da agricultura convencional para a agricultura regenerativa em 150 propriedades participantes. Isso quer dizer que foram feitas intervenções para que a produção seja combinada com o meio ambiente.
Dessa forma, 48% das áreas das propriedades migraram do cultivo convencional para o plantio direto ou cultivo mínimo, reduzindo o consumo de óleo diesel por hectare. A inclusão dos dejetos bovinos (como adubo natural) no plano de fertilização das fazendas também contribuiu para a redução de 13% no uso de adubo químico.
Além de dar suporte ao produtor na transição para a agricultura regenerativa e pecuária de baixo carbono, o Programa Regenera tem como objetivo melhorar a saúde do solo, aumentar a produtividade, a eficácia e a rentabilidade das fazendas.
O exemplo é a Fazenda Bravinhos, em Carmo do Paranaíba, cujo proprietário, Daniel Silva, vem há tempos desenvolvendo a agropecuária regenerativa. "Nós produzimos um alimento de boa qualidade e a sustentabilidade é essencial, porque as gerações futuras dependem das nossas ações", enfatiza o produtor. Na fazenda, onde aconteceu o encontro do Circuito Net-Zero, cerca de 300 produtores da região puderam conhecer de perto a transformação que as ações estão causando. Cada vaca do Daniel produz, em média, 42 litros de leite por dia - considerada uma alta produção.
A transformação não requer apenas o gado leiteiro de boa qualidade que chega com o trabalho da genética. O correto manejo do solo com a técnica do replantio e a utilização de um biodigestor implantado na propriedade, além das boas práticas de reutilização de resíduos, propicia economia de combustíveis e de adubo, além de diminuir a emissão de carbono.
"Esse é um projeto 'ganha ganha'. Quando a gente olha pras questões do meio ambiente, quando a gente olha pro produtor, e a gente vê os resultados de qualidade, todos ganham. O produtor, que cresce com produção, o consumidor que tem produtos de qualidade e o ecossistema que se mantém em equilíbrio, todos ganham", destaca Bárbara Sollero, gerente de sustentabilidade da Nestlé.
"O Programa é de certificação que reconhece e dá suporte para o produtor realizar a transição para a agricultura regenerativa. Isso proporciona uma produção mais eficiente e regenerativa. A certificação também pode remunerar o produtor que se sente realizado e, o melhor, esse produtor vê os resultados", explica Bárbara.
Os primeiros resultados, após pouco mais de uma ano de estudos e acompanhamentos, mostraram que na safra de 2022/2023 as fazendas tiveram um custo de produção 8% menor na comparação com as propriedades convencionais, que não adotaram práticas regenerativas. O resultado foi uma rentabilidade de 4% a mais na atividade leiteira. "Isso é bom para a natureza, para o produtor e também para o consumidor final da Nestlé, que conta com produto de alta qualidade", finaliza Sollero.
Fonte: O Tempo

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Gazeta de Varginha

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