Protestos tomam ALMG contra proposta que facilita a privatização da Copasa
24 de out. de 2025
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A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) foi palco de uma das maiores manifestações populares do ano nesta quarta-feira, 22 de outubro. Mais de seis mil trabalhadores da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) ocuparam o Auditório José Alencar e o Espaço Democrático José Aparecido de Oliveira durante audiência pública da Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social. O motivo do protesto foi a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 24/2023, de autoria do governador Romeu Zema (Novo), que visa retirar a obrigatoriedade de consulta popular para a privatização ou federalização da Copasa.
A audiência foi convocada a pedido dos parlamentares que integram o bloco de oposição Democracia e Luta. O deputado estadual Betão (PT), presidente da comissão, ressaltou que o número expressivo de manifestantes representa um “dia histórico para o movimento sindical”. O presidente da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT-MG), Jairo Nogueira, lembrou que uma pesquisa recente mostrou que 66% da população mineira é contra a retirada do referendo popular.
Durante o debate, lideranças sindicais de diversas categorias, como Educação, Correios, energia e diplomacia, manifestaram apoio aos trabalhadores da Copasa. Vereadores de municípios como Pedro Leopoldo, Contagem, Lagoa Santa, Porteirinha e Belo Horizonte também participaram da audiência, reforçando a mobilização. A proposta do governo estadual de privatizar a Copasa é justificada pela equipe econômica como uma das medidas para amortizar a dívida do Estado com a União, no âmbito do Programa do Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). De acordo com o secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico, os recursos provenientes da venda da empresa seriam utilizados para atingir os 20% de amortização exigidos pelo programa, além de possibilitar investimentos obrigatórios em áreas como Saúde e Educação.
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