Príncipe Andrew processa polícia britânica após mandados de busca em suas residências; ex-Duque de York contesta legalidade de ações ligadas ao caso Epstein; audiência está marcada para quinta-feira
há 1 dia
1 min de leitura
Reprodução
O príncipe Andrew, irmão mais novo do rei Charles, entrou com ação judicial contra a polícia britânica para questionar a legalidade de mandados de busca executados em suas residências. Os procedimentos foram cumpridos em sua casa na propriedade de Sandringham e no antigo endereço no Royal Lodge, em Windsor. A audiência sobre o pedido de revisão judicial está prevista para a próxima quinta-feira. A força policial envolvida confirmou estar diante de processo em curso e não fará declarações adicionais enquanto os trâmites não forem concluídos.
O episódio remonta a fevereiro deste ano, quando Andrew foi detido pela primeira vez — tornando-se o primeiro membro da realeza em séculos a passar por tal situação. A prisão ocorreu no dia de seu 66º aniversário. Ele foi levado a delegacia e interrogado por cerca de 12 horas antes de ser liberado. Até o momento, nenhuma acusação formal foi apresentada; a investigação segue aberta. A ação policial está ligada ao escândalo envolvendo Jeffrey Epstein, financeiro falecido acusado de crimes sexuais, e à suspeita de que Andrew teria compartilhado informações confidenciais durante seu período como enviado comercial do Reino Unido.
O afastamento da vida pública começou em 2019, após declarações sobre a amizade com Epstein. Em 2025, o rei Charles retirou-lhe o título de príncipe, em meio à repercussão de acusações feitas por uma das vítimas do caso. Andrew nega veementemente qualquer irregularidade, diz não ter conhecido a acusadora e rejeita envolvimento em condutas impróprias. A situação continua em andamento, com desdobramentos jurídicos que mantêm o caso em destaque internacional.
Comentários